MERCADO: Chicago sobe e sustenta soja/Produtor espera preços ainda melhores

Porto Alegre, 10 de julho de 2017 – A nova alta expressiva das cotações
futuras em Chicago resultou em ganhos também no mercado brasileiro de soja.
Houve negócios, mas o volume não foi tão acentuado quanto na semana passada.
O produtor visualiza uma tendência de alta e opta por esperar preços ainda
melhores, ainda mais depois da boa movimentação dos últimos dias.

Houve registro de negócios envolvendo 50 mil toneladas no Rio Grande do
Sul e volume semelhante no Paraná. Nas demais regiões, os volumes giraram em
torno de 10 mil toneladas por estado.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 69,50 para R$ 70,50.
Na região das Missões, o preço avançou de R$ 69,50 para R$ 70,00. No porto
de Rio Grande, as cotações subiram de R$ 74,00 para R$ 75,50.

Em Cascavel, no Paraná, o preço subiu de R$ 67,50 para R$ 69,00. No porto
de Paranaguá (PR), a saca avançou de R$ 74,50 para R$ 76,00.

Em Rondonópolis (MT), a saca subiu de R$ 62,50 para R$ 63,50. Em Dourados
(MS), a cotação subiu de R$ 60,30 para R$ 61,50. Em Rio Verde (GO), a saca
avançou de R$ 63,00 para R$ 65,00.

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam com preços mais altos nesta segunda-feira. As previsões de
clima seco e temperaturas excessivamente elevados nos Estados Unidos fizeram
com que a posição agosto fechasse em alta pela décima sessão consecutiva.

Na máxima do dia, a posição agosto encostou na casa de US$ 10,30 por
bushel. O contrato, ao romper a linha psicológica de US$ 10,00, o bushel ganhou
força técnica e já testa a resistência em torno de US$ 10,30 bushel,
retomando os níveis de preço do último mês de março.

“E, com isso, o mercado muda de status de atuação na CBOT e avança
dentro de uma tendência de alta no longo prazo, ampliando a sua distância
positiva em relação aos parâmetros de 100 e 200 períodos”, aponta o
analista da SAFRAS Consultoria, Gil Barabach.

O primeiro desafio é manter o patamar de US$ 10,20 o bushel. Já o novo
objetivo de alta é topo gráfico em torno de US$ 10,63 bushel e depois a US$
10,77 o bu. A partir daí, o mercado não só consolida o patamar de US$ 10,00
como se aproximar da nova linha de US$ 11,00 bu.

Mas atenção, pois crescem os sinais de sobrecompra (IFR em 77%). E a soja
ganhou fôlego de alta com o “mercado de clima”, tendo o patamar de US$
10,00 como referência de suporte. A perda dessa linha pode abrir espaço para
realizações, depois de expressivo rally (+13%).

Nesse caso, atenção as médias de 200 e 100 períodos. “O relatório de
condições das lavouras dessa segunda (10) e o relatório mensal do USDA de
quarta (12) podem ajudar a consolidar esse movimento ou estimular alguma
correção”, completa o analista.

Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com alta de
24,50 centavos de dólar, equivalente a 2,44%, a US$ 10,24 3/4 por bushel. A
posição setembro teve preço de US$ 10,30 por bushel, alta de 24,00 centavos
ou 2,38%.

Nos subprodutos, a posição agosto do farelo encerrou com alta de US$ 7,50
(2,26%), sendo negociada a US$ 338,20 por tonelada. No óleo, os contratos com
vencimento em agosto eram cotados a 33,68 centavos de dólar, com alta de 0,89
centavo ou 2,70%.

Câmbio

O dólar comercial fechou a sessão com queda de 0,73%, cotado a R$ 3,2590
para compra e a R$ 3,2610 para venda. Durante o dia, a moeda norte-americana
oscilou entre a mínima de R$ 3,2590 e a máxima de R$ 3,2810.

Agenda de terça

– A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulga nova estimativa para a
safra brasileira de grãos em 2016/17, às 9hs.

– O IBGE divulga levantamento sistemático de produção agrícola referente a
junho, às 9hs.

– Desenvolvimento das lavouras do Paraná – Deral, início do dia.

– A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) realizará uma coletiva
de imprensa na próxima terça-feira (11), às 10h30, na sede da ABPA, em São
Paulo (SP).

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS