Porto Alegre, 30 de junho de 2017 – O mercado brasileiro de soja teve um
dia mais movimentado e com preços em alta, acompanhando a valorização de
cerca de 3% dos contratos futuros em Chicago, após o USDA ter divulgado
números altistas.
No Rio Grande do Sul e no Paraná, a movimentação envolveu 100 mil
toneladas em cada um dos estados. No Mato Grosso, 80 mil toneladas trocaram
de mãos. Houve negócios de 20 mil toneladas em Minas Gerais e outras 15 mil
toneladas foram transacionadas nas demais regiões.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 65,00 para R$ 66,50.
Na região das Missões, o preço avançou de R$ 64,50 para R$ 66,00. No porto
de Rio Grande, as cotações passaram de R$ 69,50 para R$ 71,00.
Em Cascavel, no Paraná, o preço subiu de R$ 62,50 para R$ 64,50. No porto
de Paranaguá (PR), a saca avançou de R$ 69,50 para R$ 71,00.
Em Rondonópolis (MT), a saca passou de R$ 59,50 para R$ 60,00. Em Dourados
(MS), a cotação subiu de R$ 56,50 para R$ 58,00. Em Rio Verde (GO), a saca
avançou de R$ 58,00 para R$ 60,50.
Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam com preços acentuadamente mais altos nesta sexta-feira. O
relatório de área plantada nos Estados Unidos, divulgado pelo Departamento de
Agricultura norte-americano, o USDA, indicou área abaixo do esperado e
deflagrou a elevação.
A área a ser plantada com soja nos Estados Unidos em 2017 deverá
totalizar 89,5 milhões de acres, conforme o USDA. Se confirmada, esta será a
maior área plantada da história daquele país, crescendo 7% sobre o ano
anterior.
O número ficou abaixo da expectativa do mercado, que era de 89,95 milhões
de acres e também ficou acima do estimado pelo USDA em fevereiro durante o
seu Fórum Anual, em 88 milhões de acres.
Os estoques trimestrais de soja em grão dos Estados Unidos, na posição
1o de junho, totalizaram 963 milhões de bushels. O volume estocado subiu 11%
na comparação com igual período de 2016.
O número ficou abaixo da expectativa do mercado, de 981 milhões de
bushels. Do total, 333 milhões de bushels estão armazenados com os produtores,
com ganho de 18%. Os estoques fora das fazendas somam 631 milhões de
bushels, com alta de 7%.
A previsão de clima seco nos Estados Unidos, a alta do petróleo e a
valorização de cerca de 6% nos preços do trigo completaram o quadro
favorável aos preços. Na semana, a posição julho da soja subiu 4,14%. No
mês, a valorização foi de 2,87%.
Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com alta de
26,75 centavos de dólar, equivalente a 2,92%, a US$ 9,42 1/4 por bushel. A
posição agosto teve preço de US$ 9,47 por bushel, alta de 26,25 centavos ou
2,85%.
Nos subprodutos, a posição julho do farelo encerrou com alta de US$ 10,00
(3,39%), sendo negociada a US$ 304,40 por tonelada. No óleo, os contratos com
vencimento em julho eram cotados a 32,93 centavos de dólar, alta de 0,51
centavo ou 1,57%.
Câmbio
O dólar comercial fechou as negociações em alta de 0,18%, a R$ 3,3120
para compra e R$ 3,3140 para venda. Durante o dia, a moeda norte-americana
oscilou entre a mínima de R$ 3,2880 e a máxima de R$ 3,3160. Na semana, o
dólar acumulou queda de 0,75%, enquanto em junho a moeda teve valorização de
2,38%. No trimestre, o dólar subiu 5,84%, enquanto no acumulado de 2017 a alta
é de 1,91%.
Agenda de segunda
– Eurozona: a taxa de desemprego de maio será publicada às 6h pela agência de
estatísticas Eurostat.
– O Boletim Focus será divulgado às 8hs pelo Banco Central (BC).
– Inspeções semanais de grãos dos EUA – USDA, 12hs.
– Balança comercial de junho – MDIC, 15hs.
– Condições das lavouras dos EUA – USDA, 17hs.
Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS
