Porto Alegre, 22 de junho de 2017 – O mercado brasileiro de trigo mantém
as atenções voltadas ao plantio nas principais regiões produtoras do Brasil
e da Argentina. No país vizinho, segundo o boletim semanal da Bolsa de Cereais
de Buenos Aires, o plantio atinge 52,9% da área esperada para a próxima
temporada, que deverá ter crescimento de 7,8% frente a atual temporada. A
superfície prevista para safra é de 5,5 milhões de hectares. Os trabalhos
avançaram 16,3% desde a semana passada, e estão dentro da normalidade, não
tendo atrasos ou prejuízos mais significativos frente à média dos últimos
anos.
No Paraná a situação também está dentro da normalidade, levando em
conta uma redução de área consolidada, que pode ficar entre 8% a 10% para a
próxima temporada, considerando os desestímulos aos produtores, principalmente
relacionados aos preços desta temporada. Os trabalhos atingem 86% da área
aguardada, com 95% das lavouras em boas condições e as 5% restantes em
condições regulares, não trazendo maiores preocupações em relação a
atrasos. No Rio Grande do Sul está a situação mais preocupante, devido a uma
janela de plantio cada vez menor, e com atrasos significativos que tendem a não
serem compensados.
Chicago
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo registrou preços
mais baixos. O mercado estendeu o movimento de realização de lucros de ontem,
apesar do bom desempenho das vendas líquidas semanais norte-americanas.
As vendas líquidas norte-americanas de trigo, referentes à temporada
comercial 2017/18, que tem início em 1o de junho, ficaram em 542.900 toneladas
na semana encerrada em 15 de junho. O Japão liderou as compras, com 196.500
toneladas. A estimativa dos analistas oscilava de 300 mil a 500 mil toneladas.
As informações são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Os contratos com entrega em julho de 2017 eram cotados a US$ 4,61 1/4 por
bushel, com recuo de 3,25 centavos de dólar, ou -0,69%, em relação ao
fechamento anterior. Os contratos com entrega em setembro eram negociados a
US$ 4,75 1/4, baixa de 4,25 centavos de dólar, ou -0,88%.
Câmbio
O dólar comercial fechou a sessão com alta de 0,12%, cotado a R$ 3,3350
para compra e a R$ 3,3370 para venda. Durante o dia, a moeda norte-americana
oscilou entre a mínima de R$ 3,3230 e a máxima de R$ 3,3500.
Agenda de sexta-feira
– O IBGE divulga às 9h os dados sobre o Indice Nacional de Preços ao
Consumidor – 15 (IPCA 15) referentes a junho.
– Avanço da colheita de milho no MT – IMEA, no início do dia.
– Desenvolvimento das lavouras na Argentina – Ministério da Agricultura, na
parte da manhã.
Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS
