MERCADO: Chicago volta a subir e acelera negócios com soja no Brasil

Porto Alegre, 6 de junho de 2017 – A quarta alta consecutiva dos
contratos futuros em Chicago voltou a animar o mercado brasileiro de soja. De
forma geral, os preços seguiram firmes e o volume o número de lotes negociados
tem aumentado.

No Rio Grande do Sul, cerca de 15 mil toneladas trocaram de mãos. Houve
negócios envolvendo 10 mil toneladas em Goiás. No Mato Grosso do Sul, as
operações envolveram 6 mil toneladas. Em Minas Gerais, os negócios ficaram em
torno de 10 mil toneladas. Em Santa Catarina e no Mato Grosso, houve
operações de 5 mil toneladas em cada um dos estados.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu em R$ 65,00. Na região das
Missões, o preço avançou de R$ 64,00 para R$ 64,50. No porto de Rio Grande,
as cotações passaram de R$ 69,00 para R$ 69,50.

Em Cascavel, no Paraná, o preço permaneceu em R$ 62,50. No porto de
Paranaguá (PR), a saca avançou de R$ 69,00 para R$ 69,50.

Em Rondonópolis (MT), a saca permaneceu em R$ 59,00. Em Dourados (MS), a
cotação baixou de R$ 58,00 para R$ 57,30. Em Rio Verde (GO), a saca passou
de R$ 59,50 para R$ 60,00.

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam com preços mais altos nesta quarta-feira. A previsão de clima
seco na área produtora de soja dos Estados Unidos, com temperaturas elevadas,
garantiu a elevação.

Neste momento de finalização do plantio, estas condições climáticas
poderiam prejudicar o desenvolvimento inicial das lavouras, resultando em perdas
de produtividade.

Os agentes também estão buscando um melhor posicionamento frente ao
relatório de junho do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA),
que será divulgado na sexta.

O Departamento deverá reduzir a sua estimativa para a safra 2017/18
americana e elevar a sua previsão para os estoques. Os estoques finais da safra
2016/17 deverão ser reduzidos.

Analistas e traders consultados pelas agências internacionais indicam
previsão de safra de 4,229 bilhões de bushels, equivalente a 115,1 milhões de
toneladas. Em maio, a indicação era de 4,255 bilhões de bushels ou 115,8
milhões de toneladas. Em 2016/17, os americanos colheram 4,307 bilhões ou
117,2 milhões.

O mercado projeta estoques 2016/17 de 432 milhões de bushels, o
equivalente a 11,76 milhões de toneladas. Em maio, o USDA indicou estoques em
435 milhões de bushels ou 11,84 milhões de toneladas. Para 2017/18, o
Departamento deverá indicar estoques em 498 milhões de bushels ou 13,55
milhões de toneladas. No mês anterior, o número ficou em 480 milhões de
bushels ou 13,06 milhões de toneladas.

Para os estoques mundiais, a previsão para 2016/17 deve ser elevada de
90,1 milhões para 91 milhões de toneladas. Para 2017/18, o número deverá
passar de 88,8 milhões para 89,5 milhões de toneladas.

A aposta é de que o USDA indique um número de produção do Brasil de
112,3 milhões de toneladas. Em maio, o número ficou em 111,6 milhões de
toneladas. Para a Argentina, a previsão é de aumento. O mercado aposta em
elevação de 57 milhões para 57,4 milhões de toneladas.

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com alta de
7,25 centavos de dólar, equivalente a 0,78%, a US$ 9,30 3/4 por bushel. A
posição agosto teve preço de US$ 9,34 1/4 por bushel, com ganho de 7,25
centavos ou 0,78%.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo encerrou com alta de US$ 3,80
(+1,26%), sendo negociada a US$ 304,90 por tonelada. No óleo, os contratos
com vencimento em julho eram cotados a 31,36 centavos de dólar, baixa de 0,03
centavo ou 0,09%.

Câmbio

O dólar comercial fechou a sessão em baixa de 0,15%, cotado a R$ 3,2710
para compra e a R$ 3,27380 para venda. Durante o dia, a moeda norte-americana
oscilou entre a mínima de R$ 3,2660 e a máxima de R$ 3,2880.

Agenda de quinta-feira

– Japão: a segunda leitura do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro
trimestre será publicada na noite anterior.

– China: o saldo comercial de maio será publicado durante a madrugada pela
alfândega do país.

– Eurozona: a terceira e última leitura do Produto Interno Bruto (PIB) do
primeiro trimestre será divulgada às 6h pela agência de estatísticas
Eurostat.

– Eurozona: o Banco Central Europeu (BCE) divulga sua decisão de política
monetária às 8h45. Em seguida, às 9h30, o presidente da instituição, Mario
Draghi, participa de coletiva de imprensa.

– Estimativa para a safra mundial de grãos – AMIS/FAO, no início do dia.

– O IBGE divulga às 9h os dados sobre o Indice Nacional de Preços ao
Consumidor (IPCA) e do Indice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC)
referentes a maio.

– A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realiza três leilões de milho.
As operações de PEP, Pepro e contratos de opção irão ofertar 800 mil
toneladas de Pepro, 330 mil de PEP e outros 7.400 contratos de 27 toneladas de
contratos de opção.

– Levantamento para a safra brasileira de grãos em 2016/17 – Conab, 9hs.

– Levantamento Sistemático de Produção Agrícola de maio – IBGE, 9hs.

– Exportação semanal de grãos dos EUA – USDA, 9h30min.

– Desenvolvimento das lavouras da Argentina – Bolsa de Cereais de
Buenos Aires, às 15hs.

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS