Porto Alegre, 7 de junho de 2017 – Os contratos futuros da soja negociados
na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam com preços mais altos
nesta quarta-feira. A previsão de clima seco na área produtora de soja dos
Estados Unidos, com temperaturas elevadas, garantiu a elevação.
Neste momento de finalização do plantio, estas condições climáticas
poderiam prejudicar o desenvolvimento inicial das lavouras, resultando em perdas
de produtividade.
Os agentes também estão buscando um melhor posicionamento frente ao
relatório de junho do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA),
que será divulgado na sexta.
O Departamento deverá reduzir a sua estimativa para a safra 2017/18
americana e elevar a sua previsão para os estoques. Os estoques finais da safra
2016/17 deverão ser reduzidos.
Analistas e traders consultados pelas agências internacionais indicam
previsão de safra de 4,229 bilhões de bushels, equivalente a 115,1 milhões de
toneladas. Em maio, a indicação era de 4,255 bilhões de bushels ou 115,8
milhões de toneladas. Em 2016/17, os americanos colheram 4,307 bilhões ou
117,2 milhões.
O mercado projeta estoques 2016/17 de 432 milhões de bushels, o
equivalente a 11,76 milhões de toneladas. Em maio, o USDA indicou estoques em
435 milhões de bushels ou 11,84 milhões de toneladas. Para 2017/18, o
Departamento deverá indicar estoques em 498 milhões de bushels ou 13,55
milhões de toneladas. No mês anterior, o número ficou em 480 milhões de
bushels ou 13,06 milhões de toneladas.
Para os estoques mundiais, a previsão para 2016/17 deve ser elevada de
90,1 milhões para 91 milhões de toneladas. Para 2017/18, o número deverá
passar de 88,8 milhões para 89,5 milhões de toneladas.
A aposta é de que o USDA indique um número de produção do Brasil de
112,3 milhões de toneladas. Em maio, o número ficou em 111,6 milhões de
toneladas. Para a Argentina, a previsão é de aumento. O mercado aposta em
elevação de 57 milhões para 57,4 milhões de toneladas.
Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com alta de
7,25 centavos de dólar, equivalente a 0,78%, a US$ 9,30 3/4 por bushel. A
posição agosto teve preço de US$ 9,34 1/4 por bushel, com ganho de 7,25
centavos ou 0,78%.
Nos subprodutos, a posição julho do farelo encerrou com alta de US$ 3,80
(+1,26%), sendo negociada a US$ 304,90 por tonelada. No óleo, os contratos
com vencimento em julho eram cotados a 31,36 centavos de dólar, baixa de 0,03
centavo ou 0,09%.
Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS
