MERCADO: Preços da soja melhoram no Brasil, mas negócios seguem restritos

Porto Alegre, 5 de junho de 2017 – Os preços da soja subiram nas
principais praças do país nesta segunda, acompanhando o movimento de alta de
Chicago e, principalmente, do dólar sobre o real. Porém, poucos negócios
foram registrados, com destaque para uma operação envolvendo 5 mil toneladas
na região de Brasília.

Os produtores ainda consideram as cotações pouco atrativas. Além disso,
o excesso de chuvas está prejudicando a logística em algumas regiões,
especificamente em Santa Catarina.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 64,00 para R$ 64,50.
Na região das Missões, o preço avançou de R$ 63,00 para R$ 63,50. No porto
de Rio Grande, as cotações passaram de R$ 68,00 para R$ 68,50.

Em Cascavel, no Paraná, o preço subiu de R$ 61,50 para R$ 62,50. No porto
de Paranaguá (PR), a saca subiu de R$ 68,50 para R$ 69,00.

Em Rondonópolis (MT), a saca avançou de R$ 57,50 para R$ 58,50. Em
Dourados (MS), a cotação avançou de R$ 56,50 para R$ 57,00. Em Rio Verde
(GO), a saca passou de R$ 58,00 para R$ 59,00.

Comercialização

A comercialização da safra 2016/17 de soja do Brasil envolve 58% da
produção projetada, conforme relatório de SAFRAS & Mercado, com dados
recolhidos até 5 de junho. No relatório anterior, com dados de 5 de maio, o
número era de 50%.

Em igual período do ano passado, a negociação envolvia 76% e a média
para o período é de 74%. Levando-se em conta uma safra estimada em 113,384
milhões de toneladas, o total de soja já negociado é de 66,048 milhões de
toneladas.

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam com preços mais altos nesta segunda-feira. Com o aumento das
posições vendidas por parte de fundos e especuladores, os agentes buscaram
uma recuperação com base em fatores técnicos.

A boa demanda pela soja americana também ajudou na recuperação. Hoje, os
exportadores privados dos Estados Unidos indicaram a venda de 120 mil
toneladas.

As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 277.298
toneladas na semana encerrada no dia 1o de junho, conforme relatório semanal
divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Na semana anterior, as inspeções haviam atingido 350.519 toneladas. No
ano passado, em igual período, o total fora de 98.378 toneladas. No acumulado
do ano-safra, iniciado em 1 de setembro, as inspeções estão em 51.081.828
toneladas, contra 43.668.752 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com alta de
0,75 centavo de dólar, equivalente a 0,08%, a US$ 9,22 por bushel. A posição
agosto teve preço de US$ 9,25 por bushel, com ganho de 1,25 centavo ou 0,13%.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo encerrou com baixa de US$ 1,30
(-0,43%), sendo negociada a US$ 300,60 por tonelada. No óleo, os contratos com
vencimento em julho eram cotados a 31,31 centavos de dólar, alta de 0,30
centavo ou 0,96%.

Câmbio

O dólar comercial fechou a sessão em alta de 1,01%, cotado a R$ 3,2860
para compra e a R$ 3,2880 para venda. Durante o dia, a moeda norte-americana
oscilou entre a mínima de R$ 3,2500 e a máxima de R$ 3,2960.

Agenda de terça

– O BC divulga às 8h30 a ata da reunião mais recente do Comitê de Política
Monetária (Copom), em que a Selic foi reduzida em 1 ponto percentual para 10%
ao ano.

– A Corte retoma, a partir das 19h, o julgamento que pede a cassação da chapa
eleita no pleito presidencial em 2014, com Dilma Rousseff presidente e Michel
Temer, vice.

– Desenvolvimento das lavouras do Paraná – Deral, início do dia.

– Dados de exportação e vendas de veículos e máquinas agrícolas –
Anfavea, a partir das 11hs.

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS