Porto Alegre, 18 de maio de 2017 – As turbulências políticas
favoreceram os negócios com soja no Brasil nesta quinta-feira. A alta de mais
de 8% do dólar frente ao real favoreceu os preços internos, que subiram entre
R$ 2,00 e R$ 4,00 por saca, e o volume de negócios cresceu consideravelmente.
No total, estima-se que 500 mil toneladas trocaram de mãos. No Rio Grande
do Sul, no Paraná e no Mato Grosso, as operações envolveram cerca de 100 mil
toneladas em cada estado. Em Goiás, Minas Gerais e Bahia, ocorreram negócios
de cerca de 50 mil toneladas por estado. Outras 5 mil toneladas foram
negociadas em Santa Catarina.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 64,00 para R$ 68,00.
Na região das Missões, o preço avançou de R$ 63,50 para R$ 67,00. No porto
de Rio Grande, as cotações passaram de R$ 68,50 para R$ 72,00.
Em Cascavel, no Paraná, o preço subiu de R$ 63,50 para R$ 64,00. No porto
de Paranaguá (PR), a saca avançou de R$ 69,50 para R$ 71,50.
Em Rondonópolis (MT), a saca ficou subiu de R$ 59,00 para R$ 62,00. Em
Dourados (MS), a cotação subiu de R$ 57,00 para R$ 58,50. Em Rio Verde (GO),
a saca avançou de R$ 60,00 para R$ 62,50.
Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam a quarta-feira com preços acentuadamente mais baixos. A forte
alta do dólar frente ao real, em meio às turbulências políticas, tornou o
produto brasileiro mais competitivo e pressionou o mercado.
A moeda brasileira enfraqueceu cerca de 8% frente ao dólar. A
possibilidade do presidente Michel Temer renunciar à Presidência em meio a
fortes denúncias de corrupção impulsionou o dólar.
As cotações domésticas melhoraram e houve uma maior movimentação, com
boa demanda por parte dos chineses, o que confirmou o sentimento predominante
em Chicago. A perspectiva de deslocamento da demanda para a América do Sul
foi reforçada, diante deste novo quadro.
Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de
31,00 centavos de dólar (-3,17%), a US$ 9,44 3/4 por bushel. A posição agosto
teve cotação de US$ 9,46 3/4 por bushel, baixa de 28,50 centavos (-2,89%).
Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com baixa de US$ 7,80
(-2,47%), sendo negociada a US$ 307,50 por tonelada. No óleo, os contratos com
vencimento em julho fecharam a 32,44 centavos de dólar, baixa de 0,71 centavo
ou 2,14%.
Câmbio
O dólar comercial fechou a sessão em alta de 8,16%, cotado a R$ 3,3880
para compra e a R$ 3,3900 para venda. Durante o dia, a moeda norte-americana
oscilou entre a mínima de R$ 3,3150 e a máxima de R$ 3,4090.
Agenda de sexta
– Alemanha: o índice de preços ao produtor de abril será publicado às 3h
pelo departamento oficial de estatísticas do país.
– Desenvolvimento das lavouras na Argentina – Ministério da Agricultura, na
parte da manhã.
Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS
