Porto Alegre, 28 de abril de 2017 – O mercado brasileiro de soja teve um
dia de poucos negócios e preços praticamente estáveis. O dólar encerrou o
dia em baixa e Chicago teve uma sexta muito volátil, afastando os negociadores.
Apenas 15 mil toneladas trocaram de mãos no Rio Grande do Sul. Demais
localidades com mercado travado.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu em R$ 63,00. Na região das
Missões, o preço estabilizou em R$ 61,00. No porto de Rio Grande, as
cotações permaneceram em R$ 68,00.
Em Cascavel, no Paraná, o preço baixou de R$ 63,20 para R$ 62,50 a saca.
No porto de Paranaguá (PR), a saca estabilizou em R$ 68,50.
Em Rondonópolis (MT), a saca seguiu em R$ 58,00. Em Dourados (MS), a
cotação permaneceu em R$ 54,50. Em Rio Verde (GO), a saca estabilizou em R$
60,00.
Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam a sexta-feira com preços mais baixos. Na última sessão do
mês, o mercado mostrou muita volatilidade, com os agentes buscando um melhor
posicionamento das carteiras. Na semana, a queda ficou em 0,46% na posição
maio. No mês, a desvalorização ficou em 0,12%.
O clima segue no centro das atenções do mercado. A previsão é de clima
seco, favorecendo o desenvolvimento do plantio nos Estados Unidos.
Tecnicamente, os contratos esboçaram recuperação, mas os fundamentos limitam
qualquer reação mais consistente.
Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de
1,00 centavos de dólar (-0,10%), a US$ 9,56 1/4 por bushel. A posição agosto
teve cotação de US$ 9,58 1/4 por bushel, baixa de 1,00 centavos (-0,10%).
Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 1,00
(0,31%), sendo negociada a US$ 315,80 por tonelada. No óleo, os contratos com
vencimento em julho fecharam a 31,71 centavos de dólar, baixa de 0,25 centavo
ou 0,78%.
Câmbio
Depois de um pregão majoritariamente positivo, o dólar encerrou o dia em
queda de 0,25%, a R$ 3,1750 para a venda. A greve geral contra a reforma da
Previdência foi insuficiente para trazer maiores tensões no âmbito político
e, após a formação da Ptax (taxa cambial média apurada pelo Banco Central),
abriu espaço para que a moeda norte-americana seguisse a tendência de baixa
vinda do exterior.
No mercado internacional, o dólar sofreu pressão negativa da fraqueza do
Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos, cujo crescimento de 0,7% no
primeiro trimestre ficou aquém do esperado.
Durante o pregão, o dólar oscilou entre a mínima de R$ 3,1720 e a
máxima de R$ 3,2160. Na semana, a moeda encerrou em alta de 0,50% e, no
mês, teve ganho de 1,40%.
Agenda de segunda e terça
1 de maio
– Feriado no Brasil – Dia do Trabalho.
– Inspeções semanais de grãos dos EUA – USDA, 12hs.
– Condições das lavouras dos EUA – USDA, 17hs.
2 de maio
– Eurozona: a taxa de desemprego de março será publicada às 6h pela agência
de estatísticas Eurostat.
– ADM, FMC e Mosaic divulgam seus resultados financeiros.
– Desenvolvimento das lavouras do Paraná – Deral, início do dia.
– O Boletim Focus será divulgado às 8hs pelo Banco Central (BC).
– Balança comercial de abril – Ministério do Desenvolvimento, Indústria e
Comércio Exterior (MDIC), 15hs.
Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS
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