MERCADO: Soja tem dia de poucos negócios e preços mais baixos

Porto Alegre, 29 de março de 2017 – Os preços da soja recuaram nesta
quarta no mercado físico brasileiro, acompanhando a combinação de perdas no
mercado futuro e de desvalorização do dólar frente ao real. A movimentação
foi restrita.

Houve registro de negócios envolvendo cerca de 5 mil toneladas no Rio
Grande do Sul e volume semelhante no Paraná. No Mato Grosso, cerca de 3 mil
toneladas trocaram de mãos. No Porto de Santos, a movimentação foi razoável.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos caiu de R$ 62,50 para R$ 62,00. Na
região das Missões, o preço recuou de R$ 62,00 para R$ 61,50. No porto de
Rio Grande, as cotações recuaram de R$ 68,00 para R$ 67,00.

Em Cascavel, no Paraná, o preço baixou de R$ 62,00 para R$ 61,00. No
porto de Paranaguá (PR), a saca recuou de R$ 68,00 para R$ 67,00.

Em Rondonópolis (MT), a saca caiu de R$ 59,00 para R$ 57,50. Em Dourados
(MS), a cotação ficou em R$ 54,50. Em Rio Verde (GO), a saca recuou de R$
58,00 para R$ 56,00.

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam a quarta-feira com preços mais baixos. Após esboçar uma
recuperação no início do dia, por fatores técnicos, o cenário fundamental
preponderou e voltou a exercer pressão sobre as cotações.

Os operadores buscam um melhor posicionamento frente ao relatório de
intenção de plantio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
O mercado aposta em um número baixista e já tenta antecipar um novo
movimento de perdas.

O mercado está sobrevendido, mas as tentativas de recuperação não
encontram suporte. A ampla oferta mundial da oleaginosa mantém o mercado sob
pressão, com a entrada de uma safra recorde sul-americana.

Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com baixa de
3,00 centavos de dólar (0,3%), a US$ 9,69 por bushel. A posição julho teve
cotação de US$ 9,79 1/2 por bushel, perda de 2,75 centavos de dólar, ou
0,27%.

Nos subprodutos, a posição maio do farelo fechou com alta de US 0,50
(0,15%), sendo negociada a US$ 315,80 por tonelada. No óleo, os contratos com
vencimento em maio fecharam a 32,21 centavos de dólar, perda de 0,26 centavo
ou 0,8%.

Intenção de plantio USDA

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deverá apontar
aumento de área a ser plantada naquele país em 2017 na comparação com o ano
anterior.

O relatório de intenção de plantio do USDA será divulgado nesta sexta,
às 13hs. A previsão deverá indicar a maior área a ser plantada na história
americana, superando a estimativa divulgada em fevereiro, durante o Fórum Anual
do Departamento.

Pesquisa realiza pela agência Dow Jones indica que o mercado está
apostando em número de 88,128 milhões de acres. No ano passado, os
americanos semearam 83,433 milhões de acres. A média das projeções oscila
entre 85,9 milhões e 90,2 milhões de acres.

Se a expectativa do mercado for confirmada, o USDA vai indicar um número
superior aos 88 milhões de acres indicados durante o Fórum. A soja deve ganhar
espaço do milho. Mesmo com a recente queda nos preços futuros, a relação de
troca ainda favorece a oleaginosa.

Câmbio

O dólar comercial fechou a sessão em queda de 0,73%, cotado a R$ 3,1150
para compra e a R$ 3,1170 para venda. Durante o dia, a moeda norte-americana
oscilou entre a mínima de R$ 3,1140 e a máxima de R$ 3,1400.

Agenda de quinta

– Alemanha: a leitura preliminar do índice de preços ao consumidor de março
será publicada às 9h pelo departamento oficial de estatísticas.

– O BC divulga, às 8h, o Relatório Trimestral de Inflação.

– A FGV divulga às 8h os dados do Indice Geral de Preços – Mercado (IGP-M)
referentes a março.

– Estimativa para safra mundial de grãos – CIG, no início do dia.

– EUA: o Departamento do Comércio divulga, às 9h30, a terceira e última
leitura do Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre de 2016.

– Exportação semanal de grãos dos EUA – USDA, 9h30min.

– Desenvolvimento das lavouras da Argentina – Bolsa de Cereais de Buenos
Aires, às 15hs.

– Desenvolvimento das lavouras no Rio Grande do Sul – Emater, final da tarde.

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS