Porto Alegre, 6 de outubro de 2016 – O mercado brasileiro de soja não
teve negócios relevantes nesta quinta-feira. Os preços pouco oscilaram, com os
negociadores acompanhando o comportamento volátil do câmbio e de Chicago, os
dois principais fatores de formação dos preços.
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou sua primeira
estimativa para a safra 2016/17, indicando produção entre 101,8 milhões e 104
milhões de toneladas. SAFRAS & Mercado atualiza seus números amanhã.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos caiu de R$ 75,50 para R$ 74,50 a
saca. Na região das Missões, o preço caiu de R$ 74,50 para R$ 73,50. No porto
de Rio Grande, as cotações baixaram de R$ 77,00 para R$ 76,00.
Em Cascavel, no Paraná, o preço seguiu em R$ 76,00. No porto de
Paranaguá (PR), a saca permaneceu em R$ R$ 77,00.
Em Rondonópolis (MT), a saca seguiu em R$ 76,50. Em Dourados (MS), a
cotação ficou em R$ 73,00. Em Rio Verde (GO), a saca avançou de R$ 75,50
para R$ 76,50.
Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam a quarta-feira com preços mistos. O mercado foi pressionado
pelo avanço da colheita americana e a expectativa de uma supersafra no país. O
primeiro indicativo para a produção brasileira também contribuiu a pressão.
Mas o efeito foi amenizado pela boa demanda pela soja dos Estados Unidos,
que garantiu altas moderadas nas primeiras posições.
A colheita avança sem sobressaltos nos Estados Unidos e os rendimentos
encaminham a maior safra da história daquele país, em torno de 117 milhões de
toneladas, segundo previu ontem a consultoria Informa. A Companhia Nacional de
Abastecimento (Conab) também esbanjou otimismo em sua primeira projeção para
a safra brasileira, indicando estimativa de produção entre 101,8 milhões e
104 milhões de toneladas.
O impacto da maior oferta foi amenizado pelo relatório de exportações
semanais do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). As
vendas referentes à temporada 2016/17 ficaram em 2.179.600 toneladas na
semana encerrada em 29 de setembro. A China foi o principal comprador com
1.487.000 toneladas. Analistas esperavam exportações de 1,3 milhão a 1,7 milhão
de toneladas.
Hoje, os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com
ganho de 1,75 centavo de dólar, equivalente a 0,18%, cotados a US$ 9,58 1/2. A
posição janeiro subiu 1,25 centavo ou 0,12%, para US$ 9,64 3/4.
No farelo, a posição outubro fechou com baixa US$ 2,30, sendo negociada a
US$ 301,50 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em outubro
registravam preço de 33,10 centavos de dólar, ganho de 0,44 centavo.
Câmbio
O dólar comercial encerrou as negociações com alta de 0,09%, cotado a R$
3,221 para compra e a R$ 3,223 para venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,221 e a máxima de R$ 3,246.
Agenda de sexta
– Alemanha: produção industrial de agosto, às 3hs.
– Reino Unido: saldo comercial de agosto, às 5h30min.
– Reino Unido: índice de produção industrial de agosto, às 5h30min.
– Indice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) referente a
setembro – FGV, 8hs.
– Indice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e o Indice Nacional de
Preços ao Consumidor (INPC) referente a setembro – IBGE, 9hs.
– EUA: taxa de desemprego e o número de vagas criadas ou eliminadas em
setembro, 9h30min.
– Desenvolvimento das lavouras do Mato Grosso – IMEA, início do dia.
– Desenvolvimento das lavouras na Argentina – Minagri, na parte da manhã.
– Estimativa de safra de soja 2016/17 – SAFRAS & Mercado, 12hs.
Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS
