Porto Alegre, 16 de setembro de 2016 – O mercado brasileiro de soja teve
uma sexta de poucos negócios. Houve registro de operações, mas sem volumes
relevantes. A alta de Chicago sustentou as cotações em algumas praças. Nos
portos, as cotações caíram seguindo a desvalorização do dólar.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu em R$ 77,00. Na região das
Missões, o preço registrado baixou de R$ 76,50 para R$ 76,00. No porto de Rio
Grande, as cotações seguiram inalteradas em R$ 80,00.
Em Cascavel, no Paraná, o preço também ficou estável, em R$ 79,00. No
porto de Paranaguá (PR), a saca ficou caiu de R$ 81,00 para R$ 80,50.
Em Rondonópolis (MT), a saca avançou de R$ 76,00 para R$ 77,30. Em
Dourados (MS), a cotação ficou estável em R$ 73,00. Em Rio Verde (GO), a saca
subiu de R$ 76,00 para R$ 78,00.
Comercialização
Os produtores brasileiros de soja já negociaram, de forma antecipada, 20%
da safra futura de soja 2016/17. O levantamento é de SAFRAS & Mercado e
refere-se ao período até 9 de setembro. No relatório anterior, de 5 de
agosto, o número era de 18%.
Em igual período do ano passado, a comercialização antecipada da safra
futura envolvia 29% e a média para o período é de 20%. Levando-se em conta
uma safra 2016/17 estimada em 103,364 milhões de toneladas, o volume de soja
comprometido antecipadamente chega a 21,037 milhões de toneladas.
Para 2015/16, a comercialização já envolve 89% da produção projetada.
No relatório anterior, de 5 de agosto, o número era de 86%. Em igual período
do ano passado, a negociação envolvia 87% e a média para o período é de
86%. Levando-se em conta uma safra estimada em 97,15 milhões de toneladas, o
total de soja já negociado é de 86,852 milhões de toneladas.
Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam a sexta-feira com preços mais altos. O dia foi de recuperação
técnica, diminuindo o prejuízo acumulado ao longo da semana. Previsão de
chuvas para o oeste do cinturão produtor americano serviu de pretexto para o
movimento comprador.
As chuvas, em tese, poderiam atrasar o início da colheita nos Estados
Unidos. Mas o motivo ainda é superficial para indicar uma recuperação nos
contratos. Em termos fundamentais, o mercado segue pressionado pela
expectativa de um aumento consistente da oferta em decorrência da safra
recorde esperada para os Estados Unidos.
O mercado iniciou a semana surpreendido pelo relatório do Departamento de
Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A aposta era de um aumento na previsão
de produção norte-americana, mas a indicação superou as mais otimistas
projeções. Segundo o USDA, o país deverá colher a maior safra da história,
acima de 114 milhões de toneladas.
Hoje, os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com
ganho de 15,50 centavos de dólar a US$ 9,66. A posição janeiro subiu também
15,50 centavos para US$ 9,71 1/4.
No farelo, a posição outubro fechou com alta de US$ 5,10, sendo negociada
a US$ 313,70 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em outubro
registravam preço de 31,98 centavos de dólar, com baixa de 0,06 centavo.
Câmbio
O dólar comercial fechou o dia com baixa de 0,93%, sendo negociado a R$
3,2690 para compra e a R$ 3,2710 para venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,2650 e a máxima de R$ 3,3210.
Agenda de segunda
– Boletim Focus do Banco Central, no início do dia.
– Indice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) referente a julho,
às 8hs.
– Inspeções de exportação de grãos dos EUA – USDA, 12hs.
– Balança comercial da terceira semana de agosto – MDIC, 15hs.
– Condições das lavouras nos EUA – USDA, às 17hs.
Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS
