Porto Alegre, 12 de setembro de 2016 – Os contratos futuros da soja
negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira
com preços mais baixos. O mercado acentuou as perdas após o relatório de
setembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que
indicou safra acima do esperado pelo mercado, atingindo níveis recordes. Os
estoques de passagem também ficaram acima do esperado, contribuindo para a baixa.
Para 2016/17, os estoques americanos foram elevados de 330 milhões para 365
milhões de bushels. O mercado apostava em 333 milhões. A safra foi elevada de
4,06 bilhões para 4,201 bilhões, o equivalente a 114,33 milhões de
toneladas. O mercado esperava 4,100 bilhões. As exportações foram elevadas de
1,95 bilhão para 1,985 bilhão de bushels. O esmagamento está projetado em
1,950 bilhão, contra 1,940 bilhão do relatório anterior.
Em relação à temporada 2015/16, o USDA indicou estoques de 195 milhões
de bushels, contra 255 milhões do relatório anterior e contra 228 milhões
projetados pelo mercado. A safra ficou estimada em 3,929 bilhões de bushels. As
exportações foram elevadas de 1,880 bilhão para 1,940 bilhão de bushels. O
esmagamento seguiu estimada em 1,9 bilhão de bushels.
O USDA projetou safra mundial em 2016/17 de 330,43 milhões de toneladas.
No relatório anterior, o número era de 330,41 milhões. Os estoques finais
foram elevados de 71,24 milhões de toneladas para 72,17 milhões.
A projeção do USDA aposta em safra americana de 114,33 milhões de
toneladas, contra 110,5 milhões do relatório anterior. Para o Brasil, a
previsão é de uma produção de 101 milhões de toneladas – 103 milhões do
relatório de agosto -, enquanto a safra argentina deverá ficar em 57 milhões
de toneladas. A China deverá importar 86 milhões de toneladas, contra 87
milhões projetadas em agosto.
Para 2015/16, o USDA indicou safra mundial de 312,97 milhões de toneladas.
Os estoques tiveram projeção de 72,9 milhões de toneladas. A safra americana
está estimada em 106,93 milhões. A safra brasileira tem projeção de 96,5
milhões e a Argentina, de 56,8 milhões de toneladas. A China deverá importar
82,5 milhões de toneladas.
Hoje, os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com
perda de 16,00 centavos de dólar a US$ 9,64 1/4. A posição janeiro caiu 5,50
centavos para US$ 9,68 3/4.
No farelo, a posição outubro fechou com baixa de US$ 4,20, sendo
negociada a US$ 313,50 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em
outubro registravam preço de 32,38 centavos de dólar, com baixa de 0,72
centavo.
Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS
