MONITOR SOJA: Mercado aguarda dados do USDA / Dólar segue caindo

Porto Alegre, 30 de junho de 2016 – O mercado brasileiro de soja aguarda
o relatório de área plantada e os dados de estoques trimestrais do USDA.
Somente se os números surpreenderem e impulsionarem Chicago de forma
significativa o ritmo dos negócios deverá crescer no Brasil. Do contrário,
tendência de lentidão, seguindo a queda do dólar.

CHICAGO

* Os contratos com vencimento em julho sobem 0,26% a US$ 11,47 por bushel
na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT).

* Na quarta, julho fechou cotado a US$ 11,44 1/2 por bushel, com
desvalorização de 0,52%.

* O mercado se recupera das perdas de ontem, aguardando o relatório do
Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

* O Departamento deverá apontar aumento de área a ser plantada americana em
2016 na comparação com o ano anterior. O número deverá vir bem acima do
apresentado no levantamento de intenção de plantio, divulgado no dia 31 de
março.

* Pesquisa realiza pela agência Dow Jones indica que o mercado está apostando
em número de 83,969 milhões de acres. No ano passado, os americanos
semearam 82,65 milhões de acres. A média das projeções oscila entre 82,6
milhões e 85,7 milhões de acres. A intenção de plantio indicou área de 82,236
milhões de acres.

* Para os estoques trimestrais, a projeção é de número de 833 milhões de
bushels. Em igual período do ano anterior, o número era de 627 milhões de
bushels. Em março, os estoques trimestrais eram de 1,531 milhão de bushels.

EXPORTAÇÕES

* As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada
2015/16, com início em 1 de setembro, ficaram em 730.000 toneladas na semana
encerrada em 23 de junho.

* O número ficou 11% acima do registrado na semana passada e 15% superior à
média de quatro semanas.

* Para 2016/17, as vendas ficaram em 798.000 toneladas. O mercado projetava
número entre 800 mil e 1,6 milhão de toneladas.

CÂMBIO

* O dólar comercial opera com baixa de 0,37%, cotado a R$ 3,226.

* A tendência do dólar comercial permanece de queda ante o real, dado o
cenário externo favorável e as expectativas com a equipe econômica aqui no
Brasil.

* Porém, o dia é de formação da Ptax e a disputa deixa a moeda instável no
pregão.

INDICADORES FINANCEIROS

* As bolsas da Ásia fecharam em alta. Xangai recuou 0,07%, sendo a exceção.
Tóquio registrou alta de 0,06%.

* As bolsas na Europa operam mistas. Paris tem ganho de 0,29%. Frankfurt
recua 0,06% e Londres tem alta de 0,21%.

* O petróleo opera com cotações em baixa. A posição julho do WTI em Nova
York tem perda de 2,22% a US$ 48,78 o barril.

* O dólar opera em alta frente ao euro e à libra-esterlina. Na comparação
com o iene, o dólar recua.

MERCADO INTERNO

* O mercado doméstico de soja registrou preços mais fracos e foi esvaziado
nesta quarta-feira por dois fatores extremamente negativos aos negócios: a
forte queda do dólar frente ao real, superior a 2%, e a queda nas cotações do
grão na Bolsa de Mercadorias de Chicago.

* No mercado disponível, houve poucos negócios e isolados no Rio Grande do Sul
e em Mato Grosso. No restante dos estados, somente preços nominais. O
mercado futuro só teve preços nominais também.

* Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos recuou de R$ 88,50 para R$ 87,00.
Na região das Missões, o preço caiu para R$ 86,50, ante R$ 87,50 ontem. No
porto de Rio Grande, as cotações caíram de R$ 92,50 para R$ 90,50.

* Em Cascavel, no Paraná, o preço caiu de R$ 88,50 para R$ 85,50. No porto de
Paranaguá (PR), a saca passou de R$ 94,00 para R$ 92,00.

* Em Rondonópolis (MT), a saca recuou de R$ 85,00 para R$ 81,50. Em
Dourados (MS), a cotação retraiu de R$ 84,00 para R$ 81,00. Em Rio Verde
(GO), a saca caiu de R$ 84,00 para R$ 81,00.

AGENDA

– Relatório de área plantada nos EUA em 2016 – USDA, às 13hs.

– Desenvolvimento das lavouras da Argentina – Bolsa de Cereais de Buenos
Aires, às 15hs.

– Desenvolvimento das lavouras no Rio Grande do Sul – Emater, final da tarde.

Sexta-feira

– Japão: a taxa de desemprego de abril, durante a madrugada.

– Japão: a leitura preliminar do índice de produção industrial de maio,
durante a madrugada.

– Reino Unido: a primeira leitura do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro
trimestre de 2016 às 4h30min.

– Eurozona: a taxa de desemprego de maio, às 6hs.

– Pesquisa Industrial Mensal (PIM) – Produção Física Brasil, referente a maio
– IBGE, às 9hs.

– Desenvolvimento das lavouras na Argentina – Minagri, na parte da manhã.

– Balança comercial de junho, 15hs.

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS