MERCADO: Preços da soja sobem, mas mercado mantém ritmo lento no Brasil

Porto Alegre, 27 de junho de 2016 – Os preços da soja subiram nas
principais praças de negociação do país nesta segunda-feira, acompanhando a
boa alta dos contratos futuros em Chicago e a valorização do dólar frente ao
real.

O ritmo dos negócios, no entanto, continua lento, com os produtores
retraídos e aguardando por valores ainda melhores. Poucos negócios foram
fechados, com rumores indicando operação de mil toneladas em Paranaguá e
outras mil no interior de Santa Catarina.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 86,00 para R$ 88,00.
Na região das Missões, o preço subiu de R$ 85,50 para R$ 87,50. No porto de
Rio Grande, as cotações avançaram de R$ 91,00 para R$ 92,50.

Em Cascavel, no Paraná, o preço avançou de R$ 89,00 para R$ 90,00. No
porto de Paranaguá (PR), a saca passou de R$ 95,00 para R$ 96,00.

Em Rondonópolis (MT), a saca seguiu em R$ 84,00. Em Dourados (MS), a
cotação subiu de R$ 80,00 para R$ 82,00. Em Rio Verde (GO), a saca
permaneceu em R$ 84,00.

Exportações

As exportações de soja em grão do Brasil renderam US$ 2,585 bilhões em
junho (18 dias úteis), com média diária de US$ 143,636 milhões. A quantidade
total exportada pelo país no período chegou a 6,8 milhões de toneladas, com
média diária de 377,911 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em
US$ 380,10.

Na comparação entre a média diária de junho e maio, houve uma baixa de
16,2% no valor exportado e de 20% no volume embarcado. O preço teve alta de
4,7%. Na comparação com junho do ano passado, houve recuo de 19,8% na
receita, de 19,1% no volume e queda de 0,9% no preço.

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam a segunda-feira com preços mais altos. O mercado se
recuperou das perdas registradas na sexta, quando a vitória do Brexit abalou as
commodities globalmente.

A previsão de clima seco para o Meio Oeste dos Estados Unidos, podendo
prejudicar o potencial produtivo da safra americana, potencializou o movimento
de alta. As cotações também foram beneficiadas por sinais de aquecimento da
demanda pelo produto americano.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicou a venda de
150 mil toneladas de soja dos EUA para destinos não revelados. As inspeções
de exportação norte-americana de soja chegaram a 272.066 toneladas na semana
encerrada no dia 23 de junho.

Na semana anterior, as inspeções haviam atingido 315.382 toneladas. No
ano passado, em igual período, o total fora de 296.860 toneladas. No acumulado
do ano-safra, iniciado em 1 de setembro, as inspeções estão em 44.248.867
toneladas, contra 47.886.763 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.

Hoje, os contratos da soja em grão com entrega em julho subiram 30,00
centavos de dólar por bushel a US$ 11,33. A posição agosto avançou 28,25
centavos para US$ 11,29 3/4.

No farelo, a posição julho fechou com alta de US$ 8,40 por tonelada,
sendo negociada a US$ 384,00 por tonelada. No óleo, os contratos com
vencimento em julho registravam preço de 31,26 centavos de dólar, com alta
de 0,27 centavo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou as negociações de hoje com alta de 0,44%,
cotado a R$ 3,3930 para compra e a R$ 3,3950 para venda. Durante o dia, a
moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,3750 e máxima de R$ 3,4170.

Agenda de terça

– Relatório trimestral de inflação do segundo trimestre – BC, às 8h30min.

– Indice de preços ao produtor (IPP) – Indústrias Extrativas e de
Transformação de maio, IBGE, 9hs.

– Desenvolvimento das lavouras no Paraná – Deral, início do dia.

– EUA: terceira leitura do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre de
2016, às 9h30min.

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS