MERCADO: Soja brasileira permanece lenta e preços caem seguindo Chicago

Porto Alegre, 23 de junho de 2016 – O mercado brasileiro de soja seguiu
lento nesta quinta-feira. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Evandro
Oliveira, a nova queda dos preços na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT),
que colocou as cotações cada vez mais próximas dos US$ 11,00 por bushel, tem
deixado os agentes bastante cautelosos.

“Junto a isso, a queda do dólar trouxe nova desvalorização nos preços
internos, travando a comercialização. Não houve registro de negócios
relevantes”, analisa.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos caiu de R$ 88,50 para R$ 87,00. Na
região das Missões, o preço recuou de R$ 88,00 para R$ 87,50. No porto de
Rio Grande, as cotações baixaram de R$ 93,50 para R$ 91,50.

Em Cascavel, no Paraná, o preço baixou de R$ 90,00 para R$ 89,00. No
porto de Paranaguá (PR), a saca estabilizou em R$ 95,00.

Em Rondonópolis (MT), a saca desvalorizou de R$ 87,00 para R$ 85,00. Em
Dourados (MS), a cotação caiu de R$ 83,00 para R$ 82,00. Em Rio Verde (GO),
a saca passou de R$ 85,00 para R$ 84,00.

Abiove

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove)
projeta a safra brasileira de soja em 97,3 milhões de toneladas para a
temporada 2015/16. A previsão faz parte de levantamento divulgado pela
entidade. A previsão anterior era de 98,6 milhões de toneladas.

No ano comercial 2016/17, que inicia em fevereiro e se estende até janeiro
de 2017, a exportação está prevista em 53,8 milhões de toneladas. O
esmagamento deverá ficar em 40,7 milhões de toneladas. Os estoques finais
deverão totalizar 1,931 milhão de toneladas.

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam a quinta-feira com preços mais baixos. Apesar da boa demanda
pela commodity americana, a previsão de clima favorável ao desenvolvimento das
lavouras dos Estados Unidos pressionou as cotações, em dia volátil.

Os institutos de meteorologia estão indicando temperaturas amenas e bom
volume de chuvas, beneficiando as lavouras americanas, em fase inicial de
desenvolvimento. Com isso, cresce a expectativa de uma boa safra americana,
pesando sobre as cotações.

As perdas foram limitadas pela boa demanda pela soja americana. As
exportações semanais americanas somaram 1,322 milhão de toneladas. O
mercado apostava em número entre 900 mil e 1,65 milhão de toneladas. Além
disso, o quadro de menor aversão ao risco provocou perda do dólar frente a
outras commodities, dando competitividade aos produtos de exportação dos
Estados Unidos.

Hoje, os contratos da soja em grão com entrega em julho recuaram 13,00
centavos de dólar por bushel a US$ 11,24 1/2. A posição agosto caiu 13,75
centavos para US$ 11,23 1/2.

No farelo, a posição julho fechou com baixa de US$ 7,80 por tonelada,
sendo negociada a US$ 383,20 por tonelada. No óleo, os contratos com
vencimento em julho registravam preço de 31,75 centavos de dólar, com alta de
0,20 centavo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou as negociações de hoje com baixa de 0,94%,
cotado a R$ 3,3430 para compra e a R$ 3,3450 para venda. Durante o dia, a
moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,3400 e máxima de R$ 3,3740.

Agenda de sexta

– Desenvolvimento das lavouras na Argentina – Minagri, na parte da manhã.

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS