Porto Alegre, 17 de junho de 2016 – Acompanhe abaixo os fatos que deverão
merecer a atenção do mercado de soja na semana, com destaque para as
condições climáticas para a oleaginosa nos Estados Unidos e a demanda pelo
produto. As dicas são do analista de soja de SAFRAS & Mercado, Luiz Fernando
Roque.
– As atenções do mercado de soja em Chicago se mantêm voltadas para a
questão climática nos Estados Unidos. Além disso, sinais de demanda pela soja
dos EUA voltam a ganhar destaque
– Os trabalhos de semeadura da nova safra norte-americana entraram na reta final
no Meio-Oeste e no Sudeste do país. O ritmo do plantio permanece acima da
média normal das últimas cinco safras, o que indica uma ótima evolução e
finalização sem problemas dos trabalhos. O clima positivo ao longo das
últimas semanas amparou uma evolução excelente dos trabalhos
– Agora, e pelos próximos 3 ou 4 meses, as atenções recaem sobre as
previsões climáticas para o cinturão produtor norte-americano para o
desenvolvimento das lavouras semeadas. O relatório semanal de condições das
lavouras, divulgado pelo USDA todas as segundas-feiras, ganha peso
– O relatório da última segunda-feira indicou ótimas condições das lavouras
de soja, com cerca de 74% das lavouras em boas ou excelentes condições. Tal
fato trouxe pressão sobre Chicago, trazendo ajustes negativos nos contratos ao
longo da semana
– As previsões climáticas voltaram a indicar temperaturas elevadas para parte
dos estados produtores norte-americanos no período de 8 a 14 dias. Apesar
disso, o nível esperado de precipitações voltou para a normalidade. O mercado
agora é climático, com Chicago, diariamente, “comprando e vendendo
clima”
– No lado da demanda, novas vendas de soja norte-americana anunciadas ao
longo da semana deram algum suporte para Chicago, demonstrando que a soja
dos EUA volta a ganhar força no mercado internacional em um ambiente atual
de queda do dólar frente a outras moedas mundiais
– No lado técnico, após testar o patamar de US$ 12,00 por bushel e recuar,
Chicago demonstrou estar um pouco sobrecomprado após as sucessivas altas
acumuladas. O suporte de US$ 11,00 permanece, mas pode ser testado, havendo
ainda a linha de US$ 11,50. Para cima, resistências em US$ 11,80 e US$ 12,00.
O mercado parece ganhar lateralidade.
Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS
