Porto Alegre, 27 de maio de 2016 – O mercado brasileiro de soja teve uma
semana de boa movimentação e com preços atingindo patamares históricos nas
principais praças do país. A comercialização se beneficiou de um quadro
perfeito para os negócios: dólar firme e Chicago em elevação.
A quarta-feira foi o destaque, com a combinação esperada pelos agentes
para movimentar o mercado brasileiro de soja: os contratos futuros subiram quase
3% em Chicago e o dólar superou a casa de R$ 3,60. Como resultado, os preços
subiram e o ritmo dos negócios melhorou.
O mercado superou a barreira de R$ 90,00 em Paranaguá e também em Ponta
Grossa, com registro de negócios. Os patamares são os maiores da história. Ao
romper esta barreira, os produtores se viram motivados a retornar aos
negócios.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 82,00 para R$ 84,00.
Na região das Missões, o preço avançou de R$ 81,00 para R$ 83,00. No porto
de Rio Grande, as cotações subiram de R$ 86,50 para R$ 88,50. Em Cascavel,
no Paraná, o preço avançou de R$ 84,00 para R$ 87,00. No porto de Paranaguá
(PR), a saca avançou de R$ 89,50 para R$ 91,00.
Em Rondonópolis (MT), a saca passou de R$ 82,00 para R$ 85,00. Em Dourados
(MS), a cotação avançou de R$ 77,00 para R$ 80.00. Em Rio Verde (GO), a saca
subiu de R$ 80,00 para R$ 83,00.
Na quarta, os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias
de Chicago (CBOT) fecharam com preços em forte alta, se aproximando dos
melhores níveis em dois anos. A previsão de chuvas para os Estados Unidos na
próxima semana deflagrou um intenso movimento de compras por parte de fundos,
com os contratos operando a maior parte do dia em níveis próximos às
máximas.
Após a quebra da safra argentina e da produção brasileira ter ficado
abaixo do esperado, problemas com a soja americana poderiam apertar ainda
mais a oferta mundial da oleaginosa, em ano de demanda recorde.
