Porto Alegre, 20 de maio de 2016 – Acompanhe abaixo os fatos que deverão
merecer a atenção do mercado de soja na semana, com destaque para as
condições climáticas para a oleaginosa nos Estados Unidos e Argentina. As
dicas são do analista de soja de SAFRAS & Mercado, Luiz Fernando Roque.
Dicas do Analista
– O mercado de soja em Chicago deve se manter atento à questão climática nos
Estados Unidos e Argentina, fator central para o momento. Além disso, sinais de
demanda pela soja dos EUA e o mercado financeiro também devem chamar a
atenção.
– O clima um pouco mais úmido registrado no cinturão produtor norte-americano
parece ter atrapalhado um pouco a evolução dos trabalhos de semeadura de milho
e de soja na última semana. Apesar da menor evolução, os trabalhos continuam
dentro da média normal para o período.
– O sentimento do momento é de que a valorização acumulada na soja em abril
e maio trouxe novamente a possibilidade de uma transferência de área para a
oleaginosa devido à melhora na remuneração frente ao milho, recuperando parte
da “relação de troca” soja/milho que leva os produtores norte-americanos a
fazerem contas para a definição das áreas destinadas às duas culturas. O
fato é que o tamanho da área de soja ainda é uma incógnita, e o momento é
de especulação.
– As previsões indicam clima seco para a próxima semana na maior parte do
Meio-Oeste e do Sudeste dos EUA, o que deve favorecer os trabalhos de plantio,
podendo pressionar Chicago.
– Na Argentina, a manutenção do clima seco deve continuar a favorecer a
recuperação de um bom ritmo nos trabalhos de colheita, impedindo também o
avanço das perdas de produção, que parecem se aproximar de uma definição.
– No lado financeiro, pesa agora o sentimento levantado pelo Federal Reserve de
possível elevação da taxa de juros norte-americana em junho, o que pode
voltar a trazer força de valorização ao dólar frente a outras moedas,
retirando parte da competitividade dos produtos norte-americanos no mercado
internacional, o que inclui a soja.
– No lado técnico, Chicago continua a demonstrar força para se manter acima de
US$ 10,50 por bushel, podendo continuar a testar patamares superiores. Apesar
disso, a tendência agora parece estar lateralizada entre US$ 10,50 e US$ 11,00,
com boa definição de suporte e resistência.
Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS
