Porto Alegre, 23 de maio de 2016 – O mercado brasileiro de soja esteve
pouco movimentado nesta segunda-feira, sem registrar grandes novidades.
Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Evandro Oliveira, os agentes
acompanharam as oscilações dos preços na Bolsa de Chicago, onde a sessão
começou animadora, mas passou a apresentar forte queda.
A forte alta do dólar em relação ao real não foi suficiente para
movimentar os negócios. O mercado segue almejando preços em torno de
R$ 90,00 a saca. Enquanto os níveis não são atingidos, os negócios
realizados envolvem pequenos volumes.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu em R$ 82,50. Na região das
Missões, o preço seguiu em R$ 81,00. No porto de Rio Grande, as cotações
permaneceram em R$ 87,00.
Em Cascavel, no Paraná, o preço subiu de R$ 83,00 para R$ 84,00. No porto
de Paranaguá (PR), a saca caiu em R$ 88,50 para R$ 88,00.
Em Rondonópolis (MT), a saca avançou de R$ 82,00 para R$ 83,00. Em
Dourados (MS), a cotação seguiu em R$ 77,00. Em Rio Verde (GO), a saca
subiu de R$ 79,00 para R$ 80,00.
Exportações
As exportações de soja em grão do Brasil renderam US$ 2,711 bilhões em
maio (15 dias úteis), com média diária de US$ 180,757 milhões. A quantidade
total exportada pelo país no período chegou a 7,511 milhões de toneladas, com
média diária de 500,76 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em
US$ 361,00.
Na comparação entre a média diária de maio e abril, houve uma alta de
2,3% no valor exportado e baixa de 0,7% no volume embarcado. O preço teve alta
de 3,1%. Na comparação com maio do ano passado, houve ganho de 0,1% na
receita, de 7,2% no volume e queda de 6,7% no preço.
Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam a segunda-feira com preços mais baixos. A previsão de clima
favorável à evolução do plantio nos Estados Unidos e a perspectiva de
elevação nos juros dos Estados Unidos fizeram Chicago iniciar a semana sob
pressão.
O clima favorece a evolução das lavouras americanas e o relatório de
logo mais do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deverá
confirmar o bom avanço do plantio. Os agentes apostam em número em torno de
50/55%, acima da média histórica. Há no mercado o sentimento de que os
produtores poderão ampliar a área de soja devido aos bons preços praticados
recentemente.
O mercado ainda é pressionado pela sinalização de elevação nos juros
americanos. O cenário financeiro não tem contribuído para as commodities. O
petróleo voltou a cair e o dólar se valorizou frente a outras moedas,
retirando competitividade da soja americana.
Relatório do USDA confirmou este sentimento. As inspeções de
exportação norte-americana de soja chegaram a 77.372 toneladas na semana
encerrada no dia 19 de maio, conforme relatório semanal divulgado pelo
Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Na semana anterior, as inspeções haviam atingido 211.056 toneladas. No
ano passado, em igual período, o total fora de 302.193 toneladas. No acumulado
do ano-safra, iniciado em 1 de setembro, as inspeções estão em 43.209.230
toneladas, contra 46.881.989 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.
Hoje, os contratos da soja em grão com entrega em julho caíram 15,75
centavos de dólar por bushel a US$ 10,58 1/2. A posição agosto recuou também
15,75 centavos para US$ 10,57 3/4.
No farelo, a posição julho fechou com baixa de US$ 5,00 por tonelada,
sendo negociada a US$ 387,70 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento
em julho registravam preço de 31,15 centavos de dólar, perda de 0,12 centavo
ante o fechamento anterior.
Câmbio
O dólar comercial encerrou as negociações de hoje com alta de 1,81%,
cotado a R$ 3,5800 para compra e a R$ 3,5820 para venda. Durante o dia,
a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,5450 e máxima de R$ 3,5900.
Agenda de terça
– Alemanha: segunda leitura do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro
trimestre, às 3hs
Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS
