Porto Alegre, 25 de abril de 2016 – O mercado brasileiro de milho teve
uma segunda-feira de fraca movimentação, com preços firmes. Segundo o
analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, ainda há sérios
problemas de abastecimento em inúmeros estados, o que justifica as cotações
sustentadas.
“O clima volta a ser uma grave preocupação, considerando a chegada de
uma frente fria ao Sul do país no decorrer desta semana, com risco de geada”,
indicou Fernando Iglesias.
Em Santos, o preço ficou na base de compra em R$ 35,00 para setembro,
contra R$ 36,00 de sexta-feira. Enquanto isso, em Paranaguá o preço médio
esteve em R$ 33,50, contra R$ 34,00 do dia anterior. No Paraná, a cotação
ficou em R$ 50,00/52,00 a saca em Cascavel, estável. Em São Paulo, o preço
esteve em R$ 47,00/48,00 a saca na Mogiana. Em Campinas CIF, a cotação ficou
em R$ 49,00/50,50 a saca.
No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 52,00 / 53,00 a saca em Erechim,
estável. Em Minas Gerais, preço em Uberlândia ficou em R$ 43,50 a saca. Em
Goiás, preço esteve em R$ 48,00/49,00 em Rio Verde. Em Mato Grosso, o preço
ficou em R$ 36,00/41,00.
Exportações
As exportações de milho do Brasil renderam US$ 52,2 milhões nas quatro
primeiras semanas de abril, com média diária de US$ 3,5 milhões. A quantidade
total de milho exportada pelo país chegou a 331,9 mil toneladas, com média
diária de 22,1 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 157,20.
Na comparação com a média diária de março, houve uma baixa de 77,4% no
valor médio exportado, uma retração de 75,9% na quantidade e baixa de 5,8% no
preço médio. Na comparação com abril de 2015, houve ganho de 117,2% no
valor total exportado, alta de 177,9% na quantidade total e desvalorização de
21,8% no preço médio.
Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio
Exterior e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.
Chicago
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou as operações
de hoje com preços acentuadamente mais altos. Após a forte baixa da
sexta-feira, o cereal buscou sustentação no bom desempenho das inspeções de
exportação dos Estados Unidos.
Conforme o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), as
inspeções de exportação norte-americana de milho chegaram a 1.136.995
toneladas na semana encerrada no dia 21 de abril. Na semana anterior, haviam
atingido 1.100.778 toneladas. Em igual período do ano passado, o total
inspecionado foi de 1.370.605 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em
1o de setembro, as inspeções somam 23.021.139 toneladas, contra 26.612.509
toneladas no acumulado do ano-safra anterior.
A fraqueza do dólar frente a outras moedas correntes, como o euro, e as
preocupações em torno do clima para o desenvolvimento da safrinha brasileira
de milho também trouxeram suporte aos negócios.
Os contratos de milho com entrega em maio fecharam cotados a US$ 3,77, com
alta de 5,25 centavos em relação ao fechamento anterior. A posição junho de
2016 finalizou cotada a US$ 3,81 3/4 por bushel, ganho de 6,25 centavos de
dólar.
Câmbio
O dólar comercial encerrou as negociações em baixa de 0,64%, cotado a R$
3,5470 para compra e a R$ 3,5490 para venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,5410 e a máxima de R$ 3,5710.
Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS
