MERCADO: Reação do dólar foi insuficiente para movimentar soja

Porto Alegre, 14 de março de 2016 – Em dia de estabilidade em Chicago, o
foco do mercado brasileiro de soja seguiu no câmbio. A recuperação do dólar
não foi suficiente para garantir a retomada dos negócios. “Os agentes
apostam em uma alta mais consistente da moeda americana”, informa o analista
de SAFRAS & Mercado, Evandro Oliveira, explicando o motivo da cautela dos
negociadores.

Poucos negócios foram registrados neste início de semana. Os destaque
ficou por conta de operações em torno de 1.000 toneladas trocando de mãos em
Goiás e no Mato Grosso.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos caiu de R$ 71,50 para R$ 70,50. Na
região das Missões, o preço ficou em R$ 71,50. No porto de Rio Grande, as
cotações passaram de R$ 76,00 para R$ 75,00.

Em Cascavel, no Paraná, o preço subiu de R$ 67,00 para R$ 67,50. No porto
de Paranaguá (PR), a saca passou de R$ 73,50 para R$ 74,00.

Em Rondonópolis (MT), a saca ficou em R$ 63,00. Em Dourados (MS), a
cotação permaneceu em R$ 60,00. Em Rio Verde (GO), a saca avançou de
R$ 61,00 para R$ 62,00.

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam a segunda-feira com preços praticamente inalterados. As chuvas
excessivas no Delta dos Estados Unidos chegaram a colocar os preços nos
melhores níveis em dois meses.

Os ganhos, no entanto, foram limitados pelo bom desenvolvimento das
lavouras na América do Sul. A colheita avança no Brasil e a produtividade
obtida fica acima do esperado.

As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 715.186
toneladas na semana encerrada no dia 10 de março, conforme relatório semanal
divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Na semana anterior, as inspeções haviam atingido 1.094.579 toneladas. No
ano passado, em igual período, o total fora de 595.409 toneladas. No acumulado
do ano-safra, iniciado em 1 de setembro, as inspeções estão em 40.275.887
toneladas, contra 43.143.906 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.

Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam inalterados a
US$ 8,95 3/4 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 9,02 por
bushel, ganho de 0,50 centavo.

Nos subprodutos, a posição maio do farelo fechou com perda de US$ 2,00
por tonelada, sendo negociada a US$ 271,50 por tonelada. No óleo, os contratos
com vencimento em maio registravam preço de 32,45 centavos de dólar,
elevação de 0,32 centavo ante o fechamento anterior.

Câmbio

O dólar comercial encerrou as negociações em alta de 1,72%, cotado a R$
3,6500 para compra e a R$ 3,6520 para venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,5820 e a máxima de R$ 3,6530.

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS