MERCADO: Câmbio prejudica movimentação de soja no Brasil

Porto Alegre, 11 de março de 2016 – O mercado brasileiro de soja
apresentou poucos negócios e preços mais baixos, voltando a ser impactado pelo
câmbio. “Houve um registro de negócios no Mato Grosso, envolvendo 10.000
toneladas. Nas demais regiões, mercado parado”, disse o analista de SAFRAS &
Mercado, Evandro Oliveira.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 71,00 para R$ 71,50.
Na região das Missões, o preço avançou de R$ 71,00 para R$ 71,50. No porto
de Rio Grande, as cotações passaram de R$ 75,50 para R$ 76,00.

Em Cascavel, no Paraná, o preço baixou de R$ 67,50 para R$ 67,00. No
porto de Paranaguá (PR), a saca passou de R$ 75,50 para R$ 73,50.

Em Rondonópolis (MT), a saca ficou em R$ 63,00. Em Dourados (MS), a
cotação baixou de R$ 60,50 para R$ 60,00. Em Rio Verde (GO), a saca caiu de
R$ 62,00 para R$ 61,00.

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam a sexta-feira com preços mais altos. O excesso de chuvas no
Delta dos Estados Unidos e a lentidão nas vendas da América do Sul colocaram
os preços em patamares próximos aos mais altos em três semanas, com
algumas posições rompendo a barreira de US$ 9,00.

No acumulado da semana, o contrato maio acumulou valorização 2,23%. No
mês, a alta já chega 3,76. As chuvas no Delta dos Estados Unidos podem
atrasar o plantio e favorecer um maior abandono de área pelos produtores locais.

Com o dólar fraco, a comercialização no Brasil perde ritmo. No
sentimento do mercado, há a possibilidade de deslocamento da demanda para os
Estados Unidos em pleno avanço da colheita no Brasil. A queda do dólar frente
a outras moedas também fortalece este movimento.

Os produtores brasileiros de soja já negociaram 56% da safra futura de
soja 2015/16. O levantamento é de SAFRAS & Mercado e refere-se ao período
até 11 de março. No relatório anterior, de 5 de fevereiro, o número era de 51%.

Em igual período do ano passado, a comercialização envolvia 43% e a
média para o período é de 51%. Levando-se em conta uma safra 2015/16
estimada em 99,847 milhões de toneladas, o volume de soja comprometido
antecipadamente chega a 55,896 milhões de toneladas.

Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com alta de 6,50
centavos de dólar, a US$ 8,95 3/4 por bushel. A posição julho teve cotação
de US$ 9,01 1/2 por bushel, ganho de 6,75 centavos.

Nos subprodutos, a posição maio do farelo fechou com ganho de US$ 1,60
por tonelada, sendo negociada a US$ 273,50 por tonelada. No óleo, os contratos
com vencimento em maio registravam preço de 32,13 centavos de dólar,
elevação de 0,51 centavo ante o fechamento anterior, acompanhando a
performance do petróleo em Nova York.

Câmbio

O dólar comercial encerrou as negociações em queda de 1,42%, cotado a R$
3,5880 para compra e a R$ 3,59 para venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,5810 e a máxima de R$ 3,6690.
Na semana, o dólar registrou queda de 4,54%.

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS