SOJA: Centro-Sul do Brasil é o mais afetado pela ferrugem

Não-Me-Toque, 08 de março de 2016 – As lavouras de soja do Centro-Sul
do Brasil são as mais afetadas pela incidência de ferrugem asiática na
temporada 2015/16. A afirmação foi feita pelo gerente de Fungicidas da Bayer,
Everson Zin, que concedeu entrevista exclusiva à Agência SAFRAS, durante a
Expodireto, que está ocorrendo em Não-Me-Toque, interior do Rio Grande do Sul.

As regiões com maior incidência do fungo são o sul de São Paulo,
Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. “Estamos notando esta tendência
há três safras”, relata, acrescentando que a ferrugem encontrou um lugar
ideal para se multiplicar.

Até o início de janeiro, estes quatro estados vinham apresentando uma
incidência de cerca de 5%. “Mas da metade de janeiro para cá, este
percentual pulou para 80%/90%”, salienta.

Conforme o entrevistado, a ferrugem no Centro-Sul do Brasil é de difícil
controle. “Um melhor manejo é essencial. O produtor tem que saber exatamente
quando e como aplicar o fungicida, para que o produto chegue em todas as
folhas”, pondera, lembrando que cada região tem suas especificidades.

Se o sojicultor não fizer a prevenção, pode ter uma perda de 50% a 80%
da produtividade. “Uma lavoura sem o cuidado necessário, que antes tinha um
rendimento médio de 60 sacas de 60 quilos, pode reduzir de 20 a 40 sacas”,
salienta.

Porém, se fizer o manejo adequado, pode minimizar as perdas ou até mesmo
não ter nenhum prejuízo com a doença. “Para mostrar que isto a possível, a
Bayer possui 10 áreas experimentais em várias partes do Brasil, sob a
orientação de 10 pesquisadores, cujos resultados saem em 40 dias”, completa.
Há duas lavouras no Rio Grande do Sul, duas no Paraná, uma em São Paulo,
duas em Goiás, uma no Mato Grosso, uma em Minas Gerais e uma no Mato Grosso do
Sul.

Já no Mato Grosso, que sempre sofreu bastante com a ferrugem, este ano
teve uma redução, reflexo do tempo seco em novembro, que dificulta a
proliferação. “Lá e no Mapitoba (Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia), os
produtores tiveram mais problemas com a Mancha Alvo e a Antiacnose”, finaliza.

Rodrigo Ramos – Agência SAFRAS