MERCADO: Soja inicia semana com razoável volume de negócios no Brasil

Porto Alegre, 29 de fevereiro de 2016 – O mercado brasileiro de soja teve
preços oscilando regionalmente e um razoável volume de negócios nesta
segunda-feira. Destaque para a comercialização no Mato Grosso do Sul e nos
portos de Rio Grande e Santos.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos caiu de R$ 76,50 para R$ 75,50. Na
região das Missões, o preço recuou de R$ 76,00 para R$ 75,00. No porto de
Rio Grande, as cotações baixaram de R$ 80,00 para R$ 79,00.

Em Cascavel, no Paraná, o preço subiu de R$ 70,00 para R$ 71,00. No porto
de Paranaguá (PR), a saca subiu de R$ 76,50 para R$ 77,00.

Em Rondonópolis (MT), a saca passou de R$ 67,50 para R$ 66,00. Em Dourados
(MS), a cotação seguiu em R$ 64,00. Em Rio Verde (GO), a saca estabilizou em
R$ 66,00.

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam a segunda-feira com preços mais baixos. A expectativa de
ampla oferta global e o enfraquecimento da demanda pela soja americana
colocaram Chicago no menor nível em três semanas. No acumulado do mês, o
contrato maio acumulou perda de 2,65%.

Na sexta, após o Fórum Anual “Outlook”, o Departamento de Agricultura
dos Estados Unidos (USDA) indicou um quadro de oferta e demanda de boa
disponibilidade para a oleaginosa nos Estados Unidos. Para completar, as
lavouras e a colheita avançam bem na América do Sul, encaminhando safras
cheiras nos dois países.

A colheita de soja avançou no Brasil e atinge 33,3% da área estimada,
conforme levantamento de SAFRAS & Mercado, com dados recolhidos até 26 de
fevereiro. Na semana anterior, o total colhido era de 24%. Os trabalhos estão
acima de igual período do ano anterior (28%) e também frente à média normal
para o período, de 28,8%.

As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 1.048.841
toneladas na semana encerrada no dia 25 de fevereiro, conforme relatório
semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Na semana anterior, as inspeções haviam atingido 1.548.202 toneladas. No
ano passado, em igual período, o total fora de 650.667 toneladas. No acumulado
do ano-safra, iniciado em 1 de setembro, as inspeções estão em 38.472.823
toneladas, contra 41.922.613 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.

Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com baixa de
2,00 centavos de dólar, a US$ 8,53 por bushel. A posição maio teve cotação
de US$ 8,61 por bushel, perda de 2,50 centavos.

Nos subprodutos, a posição março do farelo fechou com ganho de US$ 2,10
por tonelada, sendo negociada a US$ 259,30 por tonelada. No óleo, os contratos
com vencimento em março registravam preço de 30,64 centavos de dólar,
retração de 0,36 centavo ante o fechamento anterior.

Câmbio

O dólar comercial encerrou as negociações em alta de 0,10%, cotado a R$
4,0020 para compra e a R$ 4,0040 para venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,9510 e a máxima de R$ 4,0070.
No mês, a moeda norte-americana teve queda de 0,47%.