MERCADO: Soja tem negócios de pequeno volume no RS e em MT

Porto Alegre, 16 de dezembro de 2015 – O mercado brasileiro de soja
apresentou poucos negócios nesta quarta-feira. Houve registro de operações de
pequenos volumes no disponível do Rio Grande do Sul e no mercado futuro do
Mato Grosso.

Apesar da queda em Chicago, os preços domésticos oscilaram entre
estáveis e mais altos, por conta da firmeza do dólar frente ao real.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu em R$ 81,50. Na região das
Missões, o preço ficou em R$ 80,00. No porto de Rio Grande, as cotações
subiram de R$ 83,00 para R$ 83,50 a saca.

Em Cascavel, no Paraná, o preço avançou de R$ 75,00 a saca para R$ 76,00
a saca. No porto de Paranaguá (PR), a cotação permaneceu em R$ 80,50.

Em Rondonópolis (MT), a saca seguiu em R$ 68,00. Em Dourados (MS), a
cotação seguiu em R$ 73,50. Em Rio Verde (GO), a saca subiu de R$ 74,00 para
R$ 75,00.

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam a quarta-feira com preços mais baixos. Em meio às
especulações em torno da definição do juro básico dos Estados Unidos, o
mercado atingiu os menores níveis desde 25 de novembro.

Os contratos esboçaram ganhos no início do dia, em meio a um movimento de
recuperação técnica. Mas a ampla oferta mundial da oleaginosa, a queda nos
preços do petróleo e o aumento no juro americano colocaram pressão sobre as
cotações.

O Federal Reserve (Fed), o banco central americano, decidiu elevar a taxa
básica de juros em 0,25 ponto percentual. Foi a primeira elevação na taxa
desde 2006. Para o mercado de commodities, o movimento do Fed deve fortalecer
o dólar e prejudicar as exportações americanas.

O mercado ainda sente o impacto da redução na taxa de exportação de
soja da Argentina, aumentando a competitividade na exportação. A tendência é
que os compradores se voltem para a América do Sul em breve, devido à
expectativa de safra cheia no Brasil e nos Estados Unidos.

Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com baixa de
4,75 centavos de dólar, a US$ 8,62 1/2 por bushel. A posição março tinha
cotação de US$ 8,63 1/4 por bushel, perda de 4,50 centavos.

Nos subprodutos, a posição janeiro do farelo fechou com baixa de US$
1,90, sendo negociada a US$ 269,90 por tonelada. No óleo, os contratos com
vencimento em janeiro registravam preço de 30,37 centavos de dólar, perda de
0,33 centavo ante o fechamento anterior.

Câmbio

O dólar comercial fechou o dia em alta de 1,18%, cotado a R$ 3,9210 para a
venda, pressionado pelos rumores da saída do ministro da Fazenda, Joaquim
Levy, e também pela perda do grau de investimento com o rebaixamento do rating
soberano do Brasil pela Fitch, que rebaixou a nota de BBB- para BB+ com
perspectiva negativa.

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS