SEMANA: Soja negocia pouco em novembro por dólar e Chicago em baixa

Porto Alegre, 27 de novembro de 2015 – O mercado brasileiro de soja teve
uma comercialização lenta em novembro e os preços cederam nas principais
praças do país. A desvalorização do dólar frente ao real e a queda dos
contratos futuros em Chicago praticamente travaram as negociações no mercado
doméstico.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos recuou de R$ 83,00 para R$ 79,00
no período. No Mato Grosso, em Rondonópolis, o preço caiu de R$ 73,50 para R$
70,00. Em Dourados (MS), a cotação baixou de R$ 73,50 para R$ 70,00.

Em algumas praças, houve valorização, mesmo com os poucos negócios. Em
Cascavel (PR), o preço subiu de R$ 76,00 para R$ 77,00, enquanto em Rio Verde
(GO) a cotação passou de R$ 74,00 para R$ 78,00.

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em
janeiro acumularam desvalorização de 1,13%, encerrando o dia 25 a US$ 8,75 por
bushel. A ampla oferta mundial do produto manteve o mercado sob pressão.

Os Estados Unidos encerraram no mês a colheita da maior safra de sua
história, conforme o mais recente levantamento do Departamento de Agricultura
dos Estados Unidos (USDA). Na maior parte do período, o bom desenvolvimento
das lavouras sul-americanas também colaboraram para a queda em Chicago.

No final do mês, o mercado futuro esboçou uma recuperação. Primeiro
pela boa demanda pela soja americana. Mas, principalmente, por certa
preocupação com as lavouras no Brasil. A possível queda nos rendimentos
finais americanos serviu de pretexto para uma recuperação técnica dos
preços.

O câmbio também contribuiu para a queda no ritmo dos negócios no Brasil.
Algumas vitórias do governo no Congresso ajudaram o real a se valorizar 2,95%
frente ao dólar. A moeda fechou o dia 26 a 3,747. Mas o sentimento se alterou
no final de novembro, após a prisão do líder do governo no Senado, senador
Delcídio Amaral.

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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Porto Alegre, 27 de novembro de 2015 – O mercado brasileiro de soja teve
uma comercialização lenta em novembro e os preços cederam nas principais
praças do país. A desvalorização do dólar frente ao real e a queda dos
contratos futuros em Chicago praticamente travaram as negociações no mercado
doméstico.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos recuou de R$ 83,00 para R$ 79,00
no período. No Mato Grosso, em Rondonópolis, o preço caiu de R$ 73,50 para R$
70,00. Em Dourados (MS), a cotação baixou de R$ 73,50 para R$ 70,00.

Em algumas praças, houve valorização, mesmo com os poucos negócios. Em
Cascavel (PR), o preço subiu de R$ 76,00 para R$ 77,00, enquanto em Rio Verde
(GO) a cotação passou de R$ 74,00 para R$ 78,00.

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em
janeiro acumularam desvalorização de 1,13%, encerrando o dia 25 a US$ 8,75 por
bushel. A ampla oferta mundial do produto manteve o mercado sob pressão.

Os Estados Unidos encerraram no mês a colheita da maior safra de sua
história, conforme o mais recente levantamento do Departamento de Agricultura
dos Estados Unidos (USDA). Na maior parte do período, o bom desenvolvimento das
lavouras sul-americanas também colaboraram para a queda em Chicago.

No final do mês, o mercado futuro esboçou uma recuperação. Primeiro
pela boa demanda pela soja americana. Mas, principalmente, por certa
preocupação com as lavouras no Brasil. A possível queda nos rendimentos
finais americanos serviu de pretexto para uma recuperação técnica dos
preços.

O câmbio também contribuiu para a queda no ritmo dos negócios no Brasil.
Algumas vitórias do governo no Congresso ajudaram o real a se valorizar 2,95%
frente ao dólar. A moeda fechou o dia 26 a 3,747. Mas o sentimento se alterou
no final de novembro, após a prisão do líder do governo no Senado, senador
Delcídio Amaral.

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS