Porto Alegre, 4 de setembro de 2015 – Os preços da soja subiram no mercado
físico brasileiro no decorrer da semana, impulsionados pela firmeza do dólar
frente ao real. A movimentação melhorou, com os produtores aproveitando as
cotações. Chicago permaneceu sob pressão.
A saca de 60 quilos subiu de R$ 75,00 para R$ 77,50 em Passo Fundo (RS),
entre os dias 27 de agosto e 3 de setembro. Em Cascavel (PR), o preço passou
de R$ 71,50 para R$ 74,00. Em Rondonópolis (MT), a cotação avançou de
R$ 67,00 para R$ 70,00. Em Dourados, o preço saiu de R$ 68,00 para R$ 71,50,
enquanto em Rio Verde (GO) passou de R$ 64,00 para R$ 71,00.
Dados negativos de desempenho da economia brasileira e as incertezas
políticas fizeram o dólar decolar, chegando a superar a casa de R$ 3,80. No
balanço do período, a moeda norte-americana valorizou 5,85%, a R$ 3,760.
Os contratos futuros em Chicago caíram 0,8%, fechando a quinta a US$ 8,72
por bushel. O mercado foi pressionado pela expectativa de boa safra americana,
com o clima favorecendo a evolução das lavouras. A perspectiva de queda na
demanda pela soja americana completa o cenário fundamental negativo.
Os produtores brasileiros de soja já negociaram, de forma antecipada, 30%
da safra futura de café 2015/16, que será colhida ano que vem. O levantamento
é de SAFRAS & Mercado.Em igual período do ano passado, a comercialização
antecipada da safra futura envolvia 9% e a média para o período é de 25%.
Levando-se em conta uma safra 2015/16 estimada em 99,809 milhões de
toneladas, o volume de soja comprometido antecipadamente chega a 30,069
milhões de toneladas.
Em relação à temporada 2014/15, a comercialização é de 87%. No
levantamento anterior, de 03 de agosto, o número era de 83%. Em igual período
do ano passado, a comercialização envolvia 91% e a média para o período é
de 90%. Levando-se em conta uma safra estimada em 95,496 milhões de
toneladas, o volume de soja já comprometido chega a 82,758 milhões de toneladas
