Porto Alegre, 13 de agosto de 2015 – O mercado brasileiro de soja não
registrou movimentações relevantes de negócios nesta quinta-feira. Segundo o
analista de SAFRAS & Mercado, Luiz Fernando Roque, “houve pouca coisa no
Rio Grande do Sul, no Mato Grosso do Sul e em São Paulo”.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 73,00 para R$ 74,50.
Na região das Missões, o preço passou de R$ 73,00 para R$ 74,00. No porto de
Rio Grande, as cotações passaram de R$ 78,00 para R$ 79,00 a saca.
Em Cascavel, no Paraná, o preço subiu de R$ 69,50 para R$ 71,00. No porto
de Paranaguá (PR), a cotação valorizou de R$ 75,50 para R$ 77,50.
Em Rondonópolis (MT), a saca subiu de R$ 61,50 para R$ 64,00. Em Dourados
(MS), a cotação passou de R$ 64,00 para R$ 67,00. Em Rio Verde (GO), a saca
subiu de R$ 63,50 para R$ 64,00.
Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam a quinta-feira com preços mais altos, recuperando parte das
perdas registradas na quarta. O mercado foi impulsionado por fatores técnicos,
após o “tombo” de ontem, quando o relatório do Departamento de Agricultura
dos Estados Unidos (USDA), que surpreendeu o mercado.
O assunto do dia continuou sendo o relatório do USDA. Ao indicar
produção e estoques dos Estados Unidos acima do mês anterior, o Departamento
deflagrou um movimento de vendas, provocando perdas acima de 6%. Hoje, no
entanto, os investidores se mostraram céticos.
O mercado sempre apostou em corte nas estimativas, devido ao clima
desfavorável, principalmente com as chuvas excessivas de junho. Para boa parte
dos analistas, a estimativa de safra indicada ontem pelo USDA deverá ser a
maior da temporada. A partir dos próximos levantamentos, a tendência é de
corte nas previsões.
Pela manhã, o USDA divulgou os dados para as exportações semanais
americanas. Juntando as duas temporadas, as vendas líquidas somaram 756.800
toneladas, dentro da estimativa do mercado, que oscilava entre 550 mil e 1,25
milhão de toneladas.
Os contratos da soja em grão com entrega em setembro subiram 17,75
centavos de dólar, a US$ 9,36 1/4 por bushel. A posição novembro tinha
cotação de US$ 9,27 por bushel, ganho de 17,00 centavos de dólar.
Nos subprodutos, a posição setembro do farelo subiu US$ 7,20 por
tonelada, sendo negociada a US$ 330,90 por tonelada. No óleo, os contratos com
vencimento em setembro registravam preço de 28,99 centavos de dólar, baixa de
0,11 centavo.
Câmbio
O dólar comercial encerrou as negociações de hoje com alta de 1,12%,
cotado a R$ 3,5120 para compra e a R$ 3,5140 para venda. Durante o dia, a
moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,4820 e máxima de R$ 3,5290.
