SOJA: Chicago tem forte alta no meio-pregão com melhora de cenário chinês

Porto Alegre, 09 de julho 2015 – A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT)
para o complexo soja opera com preços significativamente mais altos no
meio-pregão de hoje. A oleaginosa busca suporte na melhora mercado acionário
chinês, fato que pode representar um incremento na demanda pelo produto por
parte da China.

O mercado também se posiciona frente ao relatório de julho do
Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado
amanhã, às 13hs. O Departamento deverá indicar que a safra americana de soja
em 2015/16 poderá ficar abaixo da indicada em junho.

Analistas consultados pelas agências internacionais apontam que a safra
deverá ficar em 3,794 bilhões de bushels. Em junho, o número ficou em 3,85
bilhões de bushels. Em 2014/15, a safra somou 3,969 bilhões de bushels,
conforme o mais recente levantamento do USDA.

O corte na estimativa de produção deve ser creditado ao clima chuvoso nas
regiões produtoras dos Estados Unidos. Na avaliação do mercado, o excesso de
umidades deverá comprometer o rendimento.

Para os estoques finais americanos, o mercado aposta em um número de 378
milhões de bushels, contra 475 milhões do relatório anterior. Para 2014/15, a
previsão é de estoques de 292 milhões, contra 330 milhões projetados em
junho.

Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial, a indicação do
mercado é de estoques de 92,3 milhões de toneladas para 2015/16, contra 93,2
milhões indicados em junho. Para a temporada anterior, os analistas projetam
recuo, de 83,7 milhões para 83 milhões de toneladas.

Os contratos com vencimento em agosto de 2015 tinham preço de US$ 10,28
1/2 por bushel, ganho de 31,75 centavos. A posição setembro de 2015 era cotada
a US$ 10,19 1/2 por bushel, alta de 31,50 centavos.

No farelo, agosto tinha preço de US$ 355,30 por tonelada, com
valorização de US$ 11,50. Já a posição agosto do óleo era cotada a 32,40
centavos de dólar por libra-peso, elevação de 0,71 centavo.