BOLSA DE CHICAGO: Resumo das operações de sexta-feira

Porto Alegre, 29 de junho de 2015 – Acompanhe, abaixo, o resumo das
operações da Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) na sessão do último dia
útil:

SOJA: a soja fechou a sexta-feira com preços mais altos. Ao final do dia, no
entanto, houve um movimento de realização de lucros e os contratos encerraram
bem abaixo da máxima do dia. As chuvas no Meio Oeste americano garantiram o
prosseguimento do movimento de cobertura de posições vendidas, colocando a
posição julho, na máxima, na casa de US$ 10,24 por bushel. O mercado aguarda
agora o relatório de plantio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos
(USDA), que será divulgado na terça, 30. O Departamento deverá indicar uma
área plantada norte-americana com soja superior a 85 milhões de acres, com
forte incremento sobre o ano anterior. A previsão é compartilhada por
analistas e corretores consultados pelas agências internacionais. Segundo a
consulta, o USDA deverá indicar área próxima a 85,2 milhões de acres,
superando os 83,7 milhões de acres cultivados em 2014. No final de março, o
USDA divulgou o relatório de intenção de plantio. Naquela oportunidade, o
Departamento apostava em uma área de 84,635 milhões de acres. O
Departamento vai divulgar na terça também o relatório para os estoques
trimestrais americanos na posição 1o de junho. O mercado aponta estoques
próximos de 674 milhões de bushels. Em 1o de março, o estoque ficou em 1,334
bilhão e em junho do ano passado os produtores tinham 405 milhões de bushels
armazenados.
Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com alta de 1,75
centavo de dólar, a US$ 10,02 por bushel. A posição novembro teve cotação
de US$ 9,86 por bushel, ganho de 8,25 centavos de dólar.

MILHO: o milho fechou as operações com preços acentuadamente mais altos. O
mercado registrou as maiores altas em dois meses, levando em conta um
movimento de cobertura de posições vendidas diante da perspectiva de chuvas
fortes para o cinturão produtor no curto prazo. Essa situação pode comprometer a
qualidade do milho, ocasionando perdas no potencial de rendimento das lavouras.
Os investidores também entraram em compasso de espera para o relatório de
área plantada na safra 2015, que será divulgado na próxima terça-feira pelo
Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Analistas e traders
consultados por agências internacionais estimam que o USDA irá indicar uma
área plantada norte-americana com milho de 89,173 milhões de acres na safra
2015, um pouco abaixo dos 89,199 milhões de acres previstos no relatório
anterior, divulgado em março, e aquém também dos 90,597 milhões de acres
cultivados em 2014. Os contratos milho com entrega em julho fecharam cotados a
US$ 3,85, com alta de 8,50 centavos em relação ao fechamento anterior. A
posição julho finalizou cotada a US$ 3,92 1/2 por bushel, ganho de 9,75
centavos de dólar.

TRIGO: o trigo encerrou as operações com preços mais acentuadamente mais
altos. O mercado foi impulsionado pelo clima úmido nos Estados Unidos e seco
na Europa e na região do Mar Negro. Segundo analistas do banco holandês
Rabobank, o clima é mais adverso do que positivo. A posição de junho fechou
em alta de 5,68%. A oferta mundial de trigo deve ser suficiente, porém as
fortes chuvas nas regiões produtoras dos EUA e a seca em partes da França, da
Alemanha e da Rússia podem “apertar um pouco os estoques”. Conforme o
banco, fatores técnicos e compra de posições também colaboraram para os
ganhos. Os contratos com entrega em julho de fecharam negociados a US$ 5,62
1/4 por bushel, alta de 30,25 centavos de dólar em relação ao fechamento
anterior. Os contratos com entrega em setembro fecharam negociados a US$ 5,68
por bushel, com ganho de 30,00 centavos em relação ao fechamento anterior.