SEMANA: Trigo brasileiro mantém baixa liquidez com indústria retraída

Porto Alegre, 12 de junho de 2015 – O mercado brasileiro de trigo manteve
nessa semana o baixo volume de negócios sendo realizados. Segundo o analista
de SAFRAS & Mercado, Jonathan Pinheiro, “isso se deve basicamente a uma
indústria retraída, e bem abastecida”, além do baixo volume do cereal ainda
disponível para a comercialização. O lado da oferta também segue retraído,
aguardando preços mais atrativos, pois com a valorização do dólar, e as
paridades de importação mais elevadas, o cenário é altista, entretanto a
baixa liquidez minimiza a tendência.

Na última quinta-feira (11) foi divulgado pela Emater/RS o relatório
semanal de acompanhamento das lavouras de trigo no Estado. Segundo o
documento, o plantio atingiu 26% da área total estimada nessa esta semana,
com avanço de 11 pontos percentuais em relação à semana anterior.

Já a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), divulgou hoje, números
atualizados para a produção da próxima safra brasileira. São esperados 6,755
milhões de toneladas de trigo, em uma área estimada em 2,504 milhões de
hectares, superando em 9,2% a área plantada na temporada passada.

O destaque da semana no mercado internacional de trigo foi a divulgação
do relatório de oferta e demanda para o trigo do Departamento de Agricultura
dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês). Conforme o documento a safra
2015/16 do cereal no país é projetada em 2,121 bilhões de bushels. Para
2014/15, o número permanece o mesmo do relatório de maio, 2,026 bilhões de
bushels. Os estoques finais dos Estados Unidos na próxima temporada foram
projetados em 814 milhões de bushels. Para 2014/15 o número é estimado em
712 milhões de bushels, contra 709 milhões de bushels do relatório anterior.

A safra mundial 2015/16 está estimada em 721,55 milhões de toneladas,
acima das 718,93 milhões de toneladas estimadas em maio e abaixo das 726,32
milhões de toneladas indicadas para 14/15. Os estoques finais mundiais de trigo
em 2015/16 estão estimados em 202,4 milhões de toneladas, abaixo das 203,32
milhões de toneladas em maio, contra 200,41 milhões de toneladas de 2014/15.