MERCADO: Soja brasileira registra negócios futuros no MT

Porto Alegre, 11 de junho de 2015 – A soja brasileira registrou
movimentações relevantes no mercado futuro do Mato Grosso. Segundo o analista
de SAFRAS & Mercado, Luiz Fernando Roque, ainda foram realizados negócios –
menos expressivos – nos mercados do Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul,
São Paulo e Minas Gerais. Os preços da oleaginosa subiram nas principais
praças do país.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 64,50 para R$ 65,00.
Na região das Missões, o preço passou de R$ 64,00 para R$ 64,50. No porto de
Rio Grande, as cotações subiram de R$ 68,00 para R$ 68,50 a saca.

Em Cascavel, no Paraná, o preço da saca passou de R$ 61,50 para R$ 62,00.
No porto de Paranaguá (PR), a cotação subiu de R$ 67,50 para R$ 68,00.

Em Rondonópolis (MT), a saca subiu de R$ 56,50 para R$ 57,00. Em Dourados
(MS), a cotação passou de R$ 56,00 para R$ 57,00. Em Rio Verde (GO), a saca
passou de R$ 58,00 para R$ 58,50.

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam a quinta-feira com preços mais baixos. O cenário fundamental
de ampla oferta global da oleaginosa voltou a pesar sobre as cotações.

Hoje, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revisou para cima a sua
estimativa para a safra brasileira em 2014/15. Segundo o levantamento, o Brasil
colheu a maior safra da história, de 96,044 milhões de toneladas. No
relatório anterior, a previsão era de 95,07 milhões de toneladas.

Além da supersafra sul-americana, a expectativa de que os Estados Unidos
cultivem uma área acima do esperado inicialmente também pressiona o mercado.
No próximo dia 30, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA)
divulgará o relatório de área plantada e o mercado aposta na confirmação
deste sentimento.

Ontem, o USDA cortou as estimativas de estoques finais dos Estados Unidos,
tanto em 2014/15 como em 2015/16. A redução foi maior do que a projetada pelo
mercado, mas não impactou positivamente nos preços. De maneira geral, o
quadro de uma ampla oferta da oleaginosa.

As exportações semanais americanas ficaram dentro do esperado. Juntando
as duas temporadas, as vendas ficaram em 553.300 toneladas. A previsão do
mercado era de um número entre 150 mil e 600 mil toneladas.

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de
9,50 centavos de dólar, a US$ 9,40 por bushel. A posição agosto teve
cotação de US$ 9,22 3/4 por bushel, perda de 12,00 centavos de dólar.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo recuou US$ 1,00 por tonelada,
sendo negociada a US$ 313,40 por tonelada. No óleo, os contratos com
vencimento em julho fecharam a 33,29 centavos de dólar, perda de 0,58 centavo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou as negociações de hoje com baixa de 0,22%,
cotado a R$ 3,1060 na compra e a R$ 3,1080 na venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,1030 e a máxima de R$ 3,1720.