SOJA: Clima favorece plantio nos EUA e Chicago recua

Porto Alegre, 11 de maio de 2015 – Os contratos futuros da soja negociados
na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira com
preços mais baixos. A expectativa de bom avanço do plantio nos Estados Unidos
pressionou o mercado, na véspera do relatório de maio do Departamento de
Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Hoje, às 17hs, o USDA vai divulgar o levantamento com o avanço do plantio
da soja no país. A expectativa é de um bom progresso, com cerca de 25% da
área estimativa já plantada.

Amanhã, às 13hs, o Departamento deverá indicar que a safra americana de
soja em 2015/16 poderá ficar abaixo da obtida no ano anterior, quando os
americanos colheram a maior safra da história.

Analistas consultados pelas agências internacionais apontam que a safra
deverá ficar em 3,826 bilhões de bushels. As estimativas oscilam entre 3,6 e
4,2 bilhões de bushels. Em 2014/15, a safra somou 3,969 bilhões de bushels,
conforme o mais recente levantamento do USDA.

O relatório de maio será o primeiro com dados para a temporada 1015/16.
Para os estoques finais americanos, o mercado aposta em um número de 438
milhões de bushels. Para 2014/15, a previsão é de estoques de 363 milhões,
contra 370 milhões projetados em abril.

Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial, a indicação do
mercado é de número de 95 milhões de toneladas para 2015/16. Para a
temporada anterior, os analistas projetam um leve aumento, de 89,6 milhões
para 89,7 milhões de toneladas.

O USDA também deverá revisar as suas estimativas para a safra
sul-americana em 2014/15. Para o Brasil, o mercado prevê que o USDA eleve a
sua estimativa de 94,5 milhões para 94,6 milhões de toneladas. Para a Argentina,
o USDA deverá elevar em 1 milhão de toneladas sua previsão, para 58 milhões.

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de
2,25 centavos de dólar, a US$ 9,74 por bushel. A posição agosto teve
cotação de US$ 9,66 1/2 por bushel, perda de 3,00 centavos.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo caiu US$ 3,20 por tonelada,
sendo negociada a US$ 310,20 por tonelada. No óleo, os contratos com
vencimento em julho fecharam a 33,19 centavos de dólar, alta de 0,23 centavo.