Porto Alegre, 06 de maio de 2015 – Acompanhe, abaixo, o resumo das
operações da Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) na sessão do último dia
útil:
SOJA: a soja fechou a terça-feira com preços mais altos. As altas foram, em
boa parte, creditadas a fatores técnicos, com o mercado ainda se recuperando
das perdas de sexta. Alguns participantes também citam o bom avanço do plantio
do milho como um ponto de sustentação para a oleaginosa. Segundo eles, não
haverá transferência de área e o plantio de soja poderá ficar um pouco
abaixo das mais otimistas previsões nos Estados Unidos. O desempenho de
outros mercados reforçam a expectativa de boa demanda pela soja americana em
um período ontem o mercado sul-americano passa a ser prioridade dos compradores.
A queda do dólar dá competitividade à commodity americana. Já os ganhos do
petróleo sinalizam maior demanda interna para produção de biodiesel. Os
contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com alta de 10,50
centavos de dólar, a US$ 9,93 1/2 por bushel. A posição julho teve cotação
de US$ 9,84 3/4 por bushel, ganho de 8,50 centavos.
MILHO: o milho fechou as operações com preços predominantemente mais altos.
Ao longo da sessão o mercado foi pressionado pelo indicativo de clima
favorável ao andamento do plantio nos Estados Unidos. No final do dia, um
movimento de cobertura de posições vendidas, provocou uma reversão nos
preços, que fecharam em alta predominante. Ontem a semeadura atingiu 55% da
área planejada nos Estados Unidos, segundo o Departamento de Agricultura do
país (USDA, na sigla em inglês). O número avançou bastante na comparação
com os 19% registrados na semana anterior. Os contratos milho com entrega em
maio de 2015 fecharam cotados a US$ 3,61 1/4 com alta de 2,50 centavos de
dólar em relação ao fechamento anterior. A posição julho finalizou cotada a US$
3,62 3/4 por bushel, ganho de 1,50 centavo de dólar.
TRIGO: o trigo encerrou as operações com preços mais baixos. O mercado
seguiu pressionado por fatores como o indicativo de melhora nas condições de
desenvolvimento das lavouras de trigo de inverno em parte dos países
produtores, boas condições para o avanço da semeadura nos Estados Unidos e
fraca demanda para o cereal norte-americano. Os contratos com entrega em maio
de fecharam negociados a US$ 4,64 por bushel, baixa de 5,25 centavos de dólar
em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em junho fecharam
negociados a US$ 4,66 1/2 por bushel, com recuo de 6,25 centavos em relação
ao fechamento anterior.
