SEMANA: Soja apresenta poucos negócios e preços em baixa

Porto Alegre, 24 de abril de 2015 – O mercado brasileiro de soja teve uma
semana de poucos negócios e de queda nos preços nas principais praças de
comercialização do país. O mercado foi pressionado, principalmente, pela
queda do dólar frente ao real. O feriado da terça também quebrou o ritmo dos
negócios.

A saca de 60 quilos recuou de R$ 64,00 para R$ 63,00 na região de Passo
Fundo (RS), entre os dias 16 e 23 de abril. No mesmo período, a cotação
baixou de R$ 61,50 para R$ 61,00 em Cascavel (PR). Em Rondonópolis (MT), a
cotação caiu de R$ 59,50 para R$ 58,50. Em Dourados (MS), o preço passou de
R$ 57,00 para R$ 55,00, enquanto em Rio Verde (GO) recuou de R$ 60,50 para
R$ 59,50.

O câmbio prejudicou os negócios. A moeda norte-americana se desvalorizou
frente ao real, fechando a quinta abaixo de R$ 3,00, a R$ 2,981. Com isso a
competitividade da soja brasileiro no mercado exportador é menor.

Outro fator que complicou as negociações foi a retomada dos protestos dos
caminhoneiros. Mesmo que sem a mesma força, mas em plena colheita da nova
safra, há prejuízos para o escoamento da safra. Resta acompanhar o
desdobramento da questão ao longo da próxima semana.

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), a semana foi de volatilidade. Na
quinta, o balanço era positivo, com alta moderada e a posição julho fechando
na casa de US$ 9,78 por bushel. A alta, no entanto, é pontual e reflexo de
fatores técnicos.

Em termos fundamentais, o cenário segue negativo para a soja, em
decorrência da ampla oferta mundial. Brasil e Argentina encaminham o final da
colheita de safras recordes. Para completar, os Estados Unidos estão iniciando
o plantio da maior área da história. Sem maiores problemas, a tendência é de
que os americanos colham uma safra cheia.