MERCADO SOJA: Em dia de preços mistos, Brasil tem volume de negócios reduzido

Porto Alegre, 24 de julho de 2023 – O mercado brasileiro de soja registrou negócios, porém em baixos volumes, nesta segunda-feira. Os preços ficaram mistos no país, com Chicago subindo expressivamente e o dólar caindo. Os produtores esperam por preços mais altos para negociar.

   Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu em R$ 150,00. Na região das Missões, a cotação estabilizou em R$ 149,00. No Porto de Rio Grande, o preço subiu de R$ 156,00 para R$ 158,00.

   Em Cascavel, no Paraná, o preço permaneceu em R$ 140,00. No porto de Paranaguá (PR), a saca se manteve em R$ 152,50 para R$ 151,00.

   Em Rondonópolis (MT), o valor da saca aumentou de R$ 125,50 para R$ 128,00. Em Dourados (MS), a cotação avançou de R$ 127,00 para R$ 128,00. Em Rio Verde (GO), a saca valorizou de R$ 124,00 para R$ 126,00.

Chicago

   Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira com preços em forte alta. O desempenho do milho e do trigo, com o acirramento das tensões no Mar Negro, a preocupação com o clima nos Estados Unidos, o cenário financeiro e sinais de boa demanda por parte da China compuseram um quadro positivo para as cotações.

   O mercado iniciou o dia sob as preocupações com o fluxo de grãos da Ucrânia. A Rússia bombardeou o porto de Danúbio, renovando as preocupações sobre a situação no Mar Negro. Milho e trigo subiram bem e a soja acompanhou os mercados vizinhos.

   Além desse fator, a preocupação com o clima seco persiste sobre o cinturão produtor americano, podendo comprometer o potencial produtivo. Logo mais, o USDA vai divulgar seus dados sobre as condições das lavouras e o mercado trabalha com a manutenção de 55% de lavouras entre boas e excelentes condições.

   Para completar o cenário favorável, o mercado financeiro iniciou a semana de definição dos juros americanos com bolsas e petróleo em alta. A menor aversão ao risco favoreceu as commodities.

   Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 121 mil toneladas de soja em grãos para a China, a serem entregues na temporada 2023/24.

   As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 283.378 toneladas na semana encerrada no dia 20 de julho. O mercado esperava 250 mil toneladas. Na semana anterior, as inspeções de exportação de soja haviam atingido 160.305 toneladas.

   Os contratos da soja em grão com entrega em setembro fecharam com alta de 24,25 centavos ou 1,69% a US$ 14,53 1/4 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 14,24 1/2 por bushel, com ganho de 22,75 centavos de dólar ou 1,62%.

   Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com ganho de US$ 3,10 ou 0,75% a US$ 411,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 64,74 centavos de dólar, com alta de 1,94 centavo ou 3,08%.

Câmbio

   O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 1,00%, sendo negociado a R$ 4,7330 para venda e a R$ 4,7310 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,7230 e a máxima de R$ 4,7830.

Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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