Porto Alegre, 12 de julho de 2023 – Os agentes de compra e venda seguem pouco flexíveis em suas posições no mercado brasileiro de trigo. No Rio Grande do Sul, o interesse de compra fica por volta de R$ 1.280 a tonelada. Os vendedores buscam R$ 1.350 a tonelada.
Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Elcio Bento, quando ambos os lados cedem, têm sido reportados negócios por volta de R$ 1.300 a tonelada. Para produto bem localizado chegou a ser negociado até R$ 1.340/tonelada, porém, ainda não representa a realidade do mercado.
No Paraná, os moinhos indicam cerca de R$ 1.400/1420 a tonelada. Produtores sinalizam interesse a partir de R$ 1.500/tonelada.
Chicago
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços acentuadamente mais altos. O mercado foi impulsionado pelas lavouras dos Estados Unidos piores que o esperado e pelo clima adverso sobre algumas regiões produtoras do país.
Segundo a Dow Jones, o trigo de inverno das planícies do sul dos EUA sofre com chuvas intensas, que atrasam a colheita e causam doenças nas plantas. A alta do petróleo e a desaceleração do dólar frente a outras moedas completaram o cenário positivo aos preços.
Além disso, de acordo com a Reuters, a Rússia lançou ataques contra a capital da Ucrânia, no porto de Odesa, no Mar Negro, e na região sul de Kherson, nesta terça-feira. O ataque foi antes do início da cúpula da Otan na Lituânia, onde ameaças à segurança de Moscou estavam na agenda.
O USDA divulgou dados sobre as condições das lavouras americanas de trigo primavera. Segundo o USDA, até 9 de julho, 47% estão entre boas e excelentes condições (o mercado esperava 49%), 37% em situação regular e 16% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana passada, os percentuais ficavam em 48%, 40% e 12%, respectivamente.
Já o trigo de inverno, segundo o USDA, até 9 de julho, 40% estavam entre boas e excelentes condições (o mercado esperava 40%), 32% em situação regular e 28% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana passada, as condições se dividiam em 40%, 31% e 29%, respectivamente. Até 9 de julho, a colheita das lavouras de inverno dos EUA estava apontada em 46%. O mercado esperava 51%. Na semana passada, eram 37%. Em igual período do ano passado, o número estava em 62% e a média dos últimos cinco anos é de 59%.
No fechamento, os contratos com entrega em setembro eram cotados a US$ 6,60 1/2 por bushel, alta de 14,25 centavos de dólar, ou 2,2%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em dezembro eram negociados a US$ 6,78 por bushel, recuo de 14,50 centavos, ou 2,18% em relação ao fechamento anterior.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,86%, sendo negociado a R$ 4,8190 para venda e a R$ 4,8170 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,7850 e a máxima de R$ 4,8620.
Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS
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