Porto Alegre, 21 de junho de 2023 – Os preços da soja subiram no Brasil nesta quarta-feira. Isso permitiu uma maior movimentação no mercado doméstico. Os ganhos só não foram tão expressivos quanto os vistos em Chicago devido à retração do dólar e aos prêmios, que ficaram negativos. Analistas de SAFRAS & Mercado acreditam que o volume negociado no dia ficou entre 150 mil e 200 mil toneladas. Ainda há muitos vendedores esperando por maiores preços.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 135,00 para R$ 137,00. Na região das Missões, a cotação avançou de R$ 133,00 para R$ 136,00. No Porto de Rio Grande, o preço cresceu de R$ 144,00 para R$ 145,00.
Em Cascavel, no Paraná, o preço avançou R$ 128,00 para R$ 138,00. No porto de Paranaguá (PR), a saca valorizou de R$ 137,00 para R$ 141,00.
Em Rondonópolis (MT), o valor da saca aumentou de R$ 116,00 para R$ 118,00. Em Dourados (MS), a cotação subiu de R$ 120,00 para R$ 121,00. Em Rio Verde (GO), a saca estabilizou em R$ 115,00.
Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira com preços em forte alta para o grão e o farelo e com queda acentuada para o óleo. A piora nas lavouras americanas, o bom desempenho do petróleo e o recuo do dólar impulsionaram o grão. A decisão sobre o mandato regulatório para os biocombustíveis nos Estados Unidos foi determinante para o comportamento dos subprodutos.
A previsão é de tempo quente e seco para o início da próxima semana no Meio Oeste dos Estados Unidos, o que pode piorar ainda mais as condições das lavouras de soja do país.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou dados sobre as condições das lavouras americanas de soja. Segundo o USDA, até 18 de junho, 54% estavam entre boas e excelentes condições (o mercado esperava 57%), 34% em situação regular e 12% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana anterior, os índices eram de 59%, 32% e 9%, respectivamente.
A decisão da EPA (Agência de Proteção Ambiental) sobre o volume de combustível renovável obrigatório, que ficou praticamente inalterado pelos próximos dois anos, ajudou a derrubar as cotações do óleo. O farelo subiu em operações de spread.
Isto vem como uma má notícia para a indústria de processamento de oleaginosas, com US$ 5 bilhões a US$ 6 bilhões em novos investimentos anunciados desde 2021, diz o Associação Nacional de Processadores de Oleaginosas (NOPA) em um comunicado. “Estamos decepcionados com o volume abaixo do esperado, que não reflete os investimentos significativos que os membros do NOPA estão fazendo”, disse o presidente da Associação, Thomas Hammer. A NOPA acrescenta que a capacidade de esmagamento de soja deve crescer mais de 30% até 2026.
Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com alta de 37,50 centavos ou 2,53% a US$ 15,14 3/4 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 13,77 por bushel, com ganho de 34,25 centavos de dólar ou 2,55%.
Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com ganho de US$ 26,40 ou 6,39% a US$ 439,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 55,63 centavos de dólar, com baixa de 4,00 centavos ou 6,7%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,60%, sendo negociado a R$ 4,768 para venda e a R$ 4,766 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,762 e a máxima de R$ 4,816.
Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS
Copyright 2023 – Grupo CMA
