Porto Alegre, 13 de junho de 2023 – Os contratos da soja em grão registram preços significativamente mais altos nas negociações da sessão eletrônica na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado busca suporte na piora nas condições das lavouras norte-americanas que também ficaram abaixo do esperado por analistas. A disparada de 2% no petróleo e a queda do dólar frente a outras moedas completam o quadro positivo.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou relatório sobre a evolução de plantio das lavouras de soja. Até 11 de junho, a área plantada estava apontada em 96%. O mercado esperava o número em 96%. Na semana passada, eram 91%. Em igual período do ano passado, a semeadura era de 87%. A média é de 86%.
Sobre as condições das lavouras americanas de soja, até 11 de junho, 59% estavam entre boas e excelentes condições (o mercado esperava 60%), 32% em situação regular e 9% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana anterior, os índices eram de 62%, 31% e 7%, respectivamente.
Os contratos com vencimento em julho de 2023 operam cotados a US$ 13,88 por bushel, alta de 15,25 centavos ou 1,06% em relação ao fechamento anterior.
Ontem (12), os contratos futuros da soja fecharam com preços mistos. As primeiras posições foram pressionadas por um movimento de realização e seguiram a queda acentuada do petróleo. As demais seguiram sustentadas pela preocupação com o clima nos Estados Unidos e pela possibilidade de piora nas condições das lavouras americanas.
Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 13,75 centavos ou 0,99% a US$ 13,72 3/4 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 12,09 por bushel, com ganho de 4,75 centavos de dólar ou 0,39%.
Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Agência SAFRAS
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