SOJA: Chicago fecha quarta alta seguida, na máxima em mais de três semanas

   Porto Alegre, 9 de junho de 2023 – Os contratos futuro da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços mais altos. O mercado fechou a quarta sessão positiva consecutiva, nos maiores níveis desde 15 de maio, após os números do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

   O documento indicou estoques finais dos EUA em 23/24 e 22/23 acima do esperado pelo mercado. Da mesma maneira, as reservas globais ao final das duas temporadas também superou as expectativas. Brasil e Argentina também tiveram seus números de produção reajustados além do previsto por analistas.

   Conforme a Dow Jones, analistas veem a oferta como mais apertada do que o USDA indica. O mercado climático é cada vez mais um fator nos Estados Unidos, assim como a demanda pela oleaginosa do país.

   A safra norte-americana de soja deverá ficar em 4,510 bilhões de bushels em 2023/24, o equivalente a 122,74 milhões de toneladas, mesmo número apontado em maio. Os estoques finais estão projetados em 350 milhões de bushels ou 9,12 milhões de toneladas, ante 335 milhões de bushels em maio. O mercado apostava em carryover de 336 milhões de bushels.

   Para a temporada 2022/23, o USDA manteve a estimativa de produção em 4,276 bilhões de bushels, ou 116,38 milhões de toneladas. Os estoques finais foram estimados em 230 bilhões de bushels – 6,27 milhões de toneladas, ante 215 bilhões de bushels em maio. O mercado projetava estoques de 223 bilhões de bushels.

   O USDA projetou safra mundial de soja em 2023/24 de 410,7 milhões de toneladas, ante 410,59 milhões em maio. Os estoques finais estão estimados em 123,34 milhões de toneladas, contra 122,5 milhões em maio, acima do esperado pelo mercado, de 121 milhões de toneladas. A safra brasileira foi projetada em 163 milhões de toneladas, mesmo número de maio. Para a Argentina, a previsão é de produção de 48 milhões de toneladas, sem alterações. A China deverá importar 100 milhões de toneladas.

   Para a temporada 2022/23, o USDA estimou safra global de 369,57 milhões de toneladas, contra 370,42 milhões em maio. Os Estados Unidos têm estimativa de 116,38 milhões de toneladas. A safra do Brasil ficou projetada em 156 milhões e a da Argentina em 25 milhões de toneladas. O mercado apostava em 155,5 milhões para o Brasil e 24,3 milhões para a Argentina. Os estoques globais estão estimados em 101,32 milhões de toneladas, enquanto o mercado apostava em 100,4 milhões de toneladas.

   Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com alta de 22,00 centavos de dólar por bushel ou 1,61% a US$ 13,86 1/2 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 12,96 por bushel, com ganho de 16,75 centavos ou 1,3%.

   Nos subprodutos, a posição janeiro/23 do farelo fechou com baixa de US$ 1,68 ou 1,68% a US$ 397,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em janeiro fecharam a 54,59 centavos de dólar, alta de 2,09 centavos ou 3,98%.

Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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