SOJA: Mercado volta atenções à safra da América do Sul – SAFRAS

Porto Alegre, 10 de abril de 2015 – Acompanhe abaixo os fatos que deverão
merecer a atenção do mercado de soja na próxima semana, com destaque para a
situação da colheita na América do Sul. As dicas são do analista de soja de
SAFRAS & Mercado, Luiz Fernando Roque.

– Na próxima semana, as atenções continuam voltadas à evolução da colheita
na América do Sul e à sinais de demanda pela soja norte-americana. Na CBOT, o
suporte para o contrato spot (maio/15) fica em US$ 9,50 por bushel. Já a
resistência continua em US$ 10,00 por bushel.

– O mercado brasileiro de soja na semana encerrada em 09 de abril foi
novamente de pouca movimentação nas diversas praças de negociação do país.
Com a queda do câmbio e dos contratos futuros de Chicago, a ponta vendedora
voltou a retrair-se no mercado interno, negociando apenas lotes pontuais e sem
volumes expressivos ao longo do período.

– A base do mercado de lotes em Rondonópolis fechou a R$ 58,50/60 kg, com
queda de 2,50% frente à cotação de R$ 60,00 da última quinta-feira, dia 02 (R$
58,00 em 2014). Em Paranaguá, a base ficou em R$ 66,00, com queda de 5,71%
frente à cotação de R$ 70,00 da última quinta-feira (R$ 70,50 em 2014).

– A base de compra do prêmio para abril/15 em Paranaguá ficou em +US$ 41
cents/bushel, mais firme frente à semana anterior, ficando apenas teórico, sem
ofertas. Para maio/15, a base de compra do prêmio ficou em +US$ 45
cents/bushel. A taxa de câmbio teve forte queda, passando de R$ 3,1486 para R$
3,0459.

– No mercado externo, a semana terminou com perdas nos contratos futuros de
grão, farelo e óleo em Chicago. No acumulado do período, com o fechamento do
dia 09 na CBOT, as posições spot registraram quedas de 3,30% no grão, 4,64%
no farelo e 0,64% no óleo.

– Os agentes trabalharam ao longo da semana ajustando posições frente ao
relatório de oferta e demanda de abril do Departamento de Agricultura dos
Estados Unidos (USDA), divulgado na quinta-feira, 09. Além disso, os agentes
ficaram de olho em sinais de demanda pela soja dos EUA e evolução dos
trabalhos de colheita na América do Sul.

– O relatório não trouxe surpresas, indicando números dentro da expectativa
do mercado. O USDA confirmou corte nos estoques finais norte-americanos, mas
o número ficou bastante próximo do esperado por analistas. Houve também
elevação na estimativa de safra sul-americana, o que também não surpreendeu
os operadores.

– O Departamento trabalha com safra norte-americana de 108 milhões de
toneladas. O Brasil deverá produzir 94,5 milhões de toneladas e a Argentina,
57 milhões. A estimativa para a safra argentina teve elevação de 1 milhão de
toneladas frente ao estimado no relatório de março.

– Com um relatório “neutro”, pesou sobre o mercado os cancelamentos de
compras de soja norte-americana registrados também na quinta-feira. Os sinais
de queda na demanda pela soja dos EUA aliados à confirmação de uma
supersafra nos 3 maiores produtores mundiais continuam a pesar sobre Chicago,
impedindo ajustes positivos contundentes.