Porto Alegre, 10 de abril de 2015 – O mercado brasileiro de soja teve uma
semana de poucos negócios e preços mais baixos, acompanhando a queda
combinada do dólar e das cotações futuras na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT). O mercado internacional bateu nos menores níveis desde outubro.
A saca de 60 quilos caiu de R$ 66,50 para R$ 63,00 entre os dias 2 e 9 de
abril, em Passo Fundo (RS). Em Cascavel (PR), a cotação baixou de R$ 64,00
para R$ 60,50 no mesmo período. Em Rondonópolis (MT), o preço recuou de R$
60,00 para R$ 58,50. A cotação caiu também em Dourados (MS) – de R$ 59,00
para R$ 55,00 – e em Rio Verde (GO) – de R$ 62,00 para R$ 60,00.
Em Chicago, os contratos seguem sentindo o impacto negativo de um quadro
fundamental de ampla oferta global. Os contratos com entrega em maio caíram
3,34%, para US$ 9,53, o menor patamar desde 10 de outubro.
Com um cenário político mais favorável no Brasil, abrindo espaço para a
aprovação das medidas de ajuste fiscal do governo, o dólar comercial também
caiu nesta semana, baixando 1,85% e encerrando a quinta, 9, a R$ 3,071.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou nesta
semana o seu relatório de abril, que não trouxe surpresas. A safra
norte-americana está estimada em 3,969 bilhões de bushels, repetindo a
previsão de março. Os estoques caíram de 385 milhões para 370 milhões de
bushels. O mercado apostava em estoques de 371 milhões de bushels.
As exportações foram mantidas em 1,79 bilhão de bushels e o esmagamento
em 1,795 bilhão. Se confirmada, a produção americana será a maior da
história, equivalente a 108 milhões de toneladas.
Os estoques mundiais tiveram leve alta. A previsão do USDA é de estoques
de 89,55 milhões de toneladas, contra 89,53 milhões de março.
Segundo o USDA, para a safra 2014/15, a produção mundial deverá ficar em
315,46 milhões de toneladas, contra 315,06 milhões do relatório anterior. O
USDA trabalha com safra americana de 108 milhões de toneladas. O Brasil
deverá produzir 94,5 milhões de toneladas e a Argentina, 57 milhões. O USDA
elevou em 1 milhão de toneladas a estimativa da safra argentina.
Para a China, principal comprador mundial, a expectativa é de uma safra de
12,35 milhões e de importações de 74 milhões de toneladas, números também
inalterados na comparação com março.
