Porto Alegre, 6 de maio de 2022 – Os contratos futuro da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços em baixa, acentuando as perdas da semana. A previsão de clima seco para o cinturão produtor americano, beneficiando o plantio, pressionou as cotações.
Outro ponto baixista para o mercado é o clima de aversão ao risco no financeiro. Após a elevação dos juros americanos, os títulos do Tesouro dos Estados Unidos subiram e o dólar também se valorizou. Esse quadro traz dois pontos negativos para as commodities: a migração de recursos para investimentos mais seguros e a perda de competitividade na exportação.
Na semana, julho teve desvalorização de 3,75%, impactada pelo mercado financeiro e pelas especulações de maior transferência de área para a soja, devido ao atraso no plantio do milho.
Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 25,00 centavos ou 1,51% a US$ 16,22 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 15,71 por bushel, com perda de 25,75 centavos de dólar ou 1,61%.
Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com baixa de US$ 6,30 ou 1,5% a US$ 413,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 80,90 centavos de dólar, com perda de 0,95 centavos ou 1,16%.
Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS
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