SOJA: Fator clima e final do plantio nos EUA continuam no foco – SAFRAS

    Porto Alegre, 28 de junho de 2019 – Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de soja na próxima semana. As dicas são do analista de SAFRAS & Mercado, Gil Barabach:

– O USDA surpreendeu ao indicar área bem abaixo e estoques menores que o esperado nos EUA. Nos dois casos, afetam a oferta futura. E isso naturalmente impulsiona uma elevação no “preço de equilíbrio” na Bolsa de Chicago. E esse ajuste só não é maior por conta dos estoques ainda altos no mundo.

– É importante monitorar esse final de plantio (confirmar área) e seguir bastante atento a evolução das condições das lavouras nos EUA. Em outras palavras, o “mercado de clima” com a safra norte-americana ainda deve continuar dando o tom dos negócios para a soja na CBOT.

– A expectativa é de uma mudança no padrão climático nos EUA, com a previsão de recuo na umidade e de temperaturas mais alta nas próximas semanas.

Até o dia 23 de junho apenas 85% da área total destinada à soja havia sido semeada nos EUA (100% em igual época do não passado e 97% de média). E apenas 54% das lavouras estavam em condições de boas/excelentes, bem abaixo da expectativa do mercado que girava em torno 59%.

– O impasse comercial entre EUA e China segue no radar. Nesse sábado acontece otão esperado encontro entre Donald Trumpe Xi Jinping durante a cúpula do G-20. Operadores estão mais otimistas em torno de acordo, embora sinalização positivas dois dos lados não tenham significado muito coisa nos últimos meses. O conflito comercial já dura mais de um ano.

– Tecnicamente, a posição agosto/19 respeita o suporte de 100 períodos e ganha força de alta na CBOT. O desafio positivo é vencera resistência em US$ 9,12 bu.Na parte de baixo, mercado desenha um importante suporte em US$ 8,93 bu.

Em linhas gerais, a soja busca consolidar o intervalo acima de US$ 9,00 bu, encontrando apoio em novidades fundamentais positivas;

– O mercado físico interno deve encontrar espaço para correção positiva. E isso ajuda a consolidação do recente avanço dos preços internos. Negócios devem seguir compassados, com produtor dosando vendas, e apostando em preços melhores. Um acordo entre EUA e China, embora positivo para Chicago, joga contra o prêmio nos portos do Brasil. Por isso, pode ter um viés de leve alta a neutro para os preços aqui dentro. A aposta maior e na quebra da safra norte-americana.