MERCADO: Queda de Chicago limita negócios com soja no Brasil

Porto Alegre, 1 de agosto de 2018 – A forte queda nos contratos futuros em
Chicago pesou sobre as cotações domésticas da soja. O dólar subiu, mas não
o suficiente para compensar o recuo no mercado internacional. Como
consequência, a comercialização travou nas principais praças do país.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos caiu de R$ 83,00 para R$ 82,50. Na
região das Missões, a cotação permaneceu em R$ 82,50. No porto de Rio
Grande, as cotações baixaram de R$ 89,00 para R$ 88,50.

Em Cascavel, no Paraná, o preço passou de R$ 82,50 para R$ 81,00 a saca.
No porto de Paranaguá (PR), a saca recuou de R$ 89,00 para R$ 88,00.

Em Rondonópolis (MT), a saca estabilizou em R$ 78,00. Em Dourados (MS), a
cotação caiu de R$ 79,00 para R$ 78,50. Em Rio Verde (GO), a saca baixou de
R$ 76,50 para R$ 75,00.

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam a quarta-feira com preços mais baixos. Depois de seis sessões
seguidas de ganhos, o mercado corrigiu tecnicamente, com os agentes
aproveitando para realizar lucros.

Novidades sobre a guerra comercial entre Estados Unidos e China foram
fundamentais para a retração nos preços da oleaginosa. Hoje, a notícia é de
que os Estados Unidos estariam pensando em elevar de 10% para 25% as tarifas
sobre produtos chineses em um total de US$ 200 bilhões.

A medida teria como objetivo forçar os chineses a retomar as conversas.
Mas essa possibilidade não foi bem recebida pelo governo chinês, que deixou
claro que não vai aceitar pressões ou chantagem.

Ontem, a posição novembro subiu pela sexta sessão consecutiva. A
especulação de que China e Estados Unidos estariam retomando as conversas
para tentar amenizar o impacto da guerra comercial sobre as duas principais
economias do mundo sustentou o mercado.

Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com baixa de
17,00 centavos de dólar (1,88%), a US$ 8,86 3/4 por bushel. A posição
novembro teve cotação de US$ 9,01 por bushel, perda de 17,25 centavos
(1,87%) centavos de dólar em relação ao fechamento anterior.

Nos subprodutos, a posição agosto do farelo fechou com perda de US$ 4,70
(1,37%), sendo negociada a US$ 336,50 por tonelada. No óleo, os contratos com
vencimento em agosto fecharam a 28,45 centavos de dólar, com baixa de 0,28
centavo ou 0,97%.

Câmbio

O dólar comercial fechou a negociação em alta de 0,15%, cotado a R$
3,7590 para compra e a R$ 3,7610 para venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,7330 e a máxima de R$ 3,7710.

Agenda de quinta

– Eurozona: o índice de preços ao produtor de junho será publicado às 6h
pela Eurostat.

– Reino Unido: a decisão de política monetária será publicada às 8h pelo
Banco da Inglaterra.

– Reino Unido: o Relatório de Inflação, documento trimestral com projeções
para a economia, será publicado às 8h pelo Banco da Inglaterra.

– O IBGE divulga às 9h os dados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção
Industrial referentes a junho.

– Exportações semanais de grãos dos EUA – USDA, 9h30min.

– Desenvolvimento das lavouras da Argentina – Bolsa de Cereais de Buenos
Aires, às 15hs.

– Dados das lavouras no Rio Grande do Sul – Emater, na parte da tarde.