MERCADO: Com forte queda em Chicago, preços internos da soja ficam fracos

Porto Alegre, 6 de agosto de 2018 – O mercado brasileiro de soja encerrou
a segunda-feira com preços de estáveis a mais baixos, com raras exceções,
como no Porto de Paranaguá – onde dólar e prêmio sustentaram. A forte queda
da oleaginosa na Bolsa de Mercadorias de Chicago apareceu como fator de
pressão, que foi amenizada pela elevação do dólar frente ao real. Não houve
registro de negócios relevantes.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos caiu de R$ 82,00 para R$ 81,50. Na
região das Missões, a cotação recuou de R$ 81,50 para R$ 81,00. No porto de
Rio Grande, as cotações tiveram uma queda de R$ 88,00 para R$ 87,50.

Em Cascavel, no Paraná, o preço retraiu de R$ 82,50 para R4 81,00 a saca.
No porto de Paranaguá (PR), a saca subiu de R$ 87,00 para R$ 87,50.

Em Rondonópolis (MT), a saca estabilizou em R$ 76,00. Em Dourados (MS), a
cotação recou R$ 78,00 para R$ 77,00. Em Rio Verde (GO), a saca estabilizou
em R$ 74,00.

Condições das lavouras

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou dados
sobre as condições das lavouras americanas de soja. Segundo o USDA, até 5 de
agosto, 67% estavam entre boas e excelentes condições, 23% em situação
regular e 10% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana passada, os
números eram de 70%, 22% e 8%, respectivamente.

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam a segunda-feira com preços mais baixos. A tensão comercial
entre os Estados Unidos e a China afastou os investidores da ponta compradora.

A notícia veiculada pela imprensa estatal chinesa é de que o país
poderia reduzir as importações de soja em grão em 10 milhões de toneladas em
2018. Segundo o Global Times, os pecuaristas chineses estariam procurando
fontes alternativas de proteína para a ração animal. Essa redução limitaria
a necessidade de importação de soja norte-americana. As informações são da
Dow Jones.

Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com baixa de
9,00 centavos de dólar (-1,01%), a US$ 8,77 1/4 por bushel. A posição
novembro teve cotação de US$ 8,93 1/2 por bushel, recuo de 8,75 centavos
(-0,96%) centavos de dólar em relação ao fechamento anterior.

Nos subprodutos, a posição agosto do farelo fechou com perda de US$ 2,50
(-0,75%), sendo negociada a US$ 330,00 por tonelada. No óleo, os contratos com
vencimento em agosto fecharam a 28,29 centavos de dólar, com baixa de 0,06
centavo ou -0,21%.

Câmbio

O dólar comercial fechou a negociação com alta de 0,64%, cotado a R$
3,7300 para a compra e a R$ 3,7320 para a venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,6930 e a máxima de R$ 3,7340.

Agenda de terça

– Balanço da Tyson Foods.

– Banco Central (BC) divulga às 8h30 o Relatório Focus com as previsões do
mercado para a economia.

– Dados de produção e exportação de veículos e máquinas agrícola –
Anfavea, a partir das 11hs.

– Inspeções semanais de grãos dos EUA – USDA, 12hs.

– Condições das lavouras dos Estados Unidos – USDA, 17hs.

– Resultado financeiro do Minerva e do Rumo, após o fechamento.

Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Agência SAFRAS