Milho segue com paridade de exportação balizando negócios

   Porto Alegre, 20 de agosto de 2019 – O mercado brasileiro de milho seguiu com a paridade de exportação ditando o ritmo das negociações. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o que tem oferecido algum suporte aos preços nos portos é a movimentação cambial. “O cenário externo ainda leva à grande cautela por parte dos investidores, aumentando a busca por proteção. Nesse cenário, é natural que o dólar se valorize ante outras moedas, e este é o movimento descrito no decorrer da semana. A continuidade do movimento de queda na Bolsa de Chicago atua no sentido inverso”, indica Iglesias.

    No Porto de Paranaguá, o preço ficou em R$ 36,50/38,00 a saca. Em Santos, o preço girou em torno de R$ 36,00/38,00 a saca.

   No Paraná, a cotação ficou em R$ 30,50/33,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 33,00/34,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 36,50/37,00 a saca.

    No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 38,00/39,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 33,00/34,50 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 27,50/29,00 a saca em Rio Verde, no disponível. Em Mato Grosso, preço ficou a R$ 27,00/29,00 a saca em Rondonópolis, para o disponível.

Chicago

    A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou com preços acentuadamente mais baixos. O mercado seguiu a queda do vizinho, trigo, e foi pressionado pela ocorrência de chuvas favoráveis sobre o Meio-Oeste dos Estados Unidos.

    Mais cedo, o mercado repercutiu a piora inesperada nas condições das lavouras norte-americanas. Além disso, a Crop Tour, realizada pela Pro Farmer, estimou queda na produtividade nos estados de Ohio e Dakota do Sul.

    O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou ontem dados sobre as condições das lavouras americanas de milho. Segundo o USDA, até 18 de agosto, 56% estavam entre boas e excelentes condições, 30% em situação regular e 14% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana anterior, os números eram de 57%, 30% e 13%, respectivamente. O mercado esperava índice de 57% das lavouras entre boas e excelentes condições. 

   A produtividade da safra de milho de Dakota do Sul em 2019 deve ficar abaixo da média e da temporada 2018. A informação foi repassada por participantes da “Crop Tour”, realizada pela Pro Farmer. O rendimento médio está estimado em 154,08 bushels com acre. A média do estado nos últimos três anos ficou em 158,59 bushels por acre. No ano passado, o rendimento foi de 178,01 bushels por acre.

    As lavouras de milho em Ohio, no leste dos Estados Unidos, estão se desenvolvendo pior neste ano, na comparação com a média do ano passado. Segundo a Pro Farmer, a produtividade média do milho deve ficar em 154,35 bushels por acre em Ohio. No ano passado, o rendimento médio foi estimado em 179,57 bushels por acre.

    Também ficou 15 bushels por acre abaixo do esperado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em todo o país, de 169,5 bushels por acre. As informações partem de agências internacionais.

    Os contratos de milho com entrega em setembro de 2019 fecharam a US$ 3,59 1/2, baixa de 5,50 centavos de dólar, ou 1,5%, em relação ao fechamento anterior. A posição dezembro de 2019 fechou a US$ 3,68 3/4 por bushel, recuo de 5,75 centavos de dólar, ou 1,53%, em relação ao fechamento anterior.

Câmbio

   O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com baixa de 0,41%, sendo negociado a R$ 4,0500 para a compra e a R$ 4,0520 para a venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a máxima de R$ 4,0750 e a mínima de R$ 4,0270.

      Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS