MERCADO: Soja tem preços mistos com negócios lentos por colheita no Brasil

Porto Alegre, 23 de fevereiro de 2018 – O mercado brasileiro de soja
registrou movimentação mista nesta sexta-feira, com alguma lentidão devido ao
foco dos produtores na colheita. Os preços seguiram a mesma linha e estiveram
mistos.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos caiu de R$ 72,50 para R$ 72,00. Na
região das Missões, a cotação desvalorizou de R$ 72,00 para R$ 71,50. No
porto de Rio Grande, as cotações passaram de R$ 77,00 para R$ 76,50.

Em Cascavel, no Paraná, o preço caiu em R$ 69,50 para R$ 69,00. No porto
de Paranaguá (PR), a saca seguiu em R$ 77,00.

Em Rondonópolis (MT), a saca estabilizou em R$ 65,00. Em Dourados (MS), a
cotação seguiu em R$ 66,00. Em Rio Verde (GO), a saca estabilizou em R$ 66,00.

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam com preços mais altos para o grão e o óleo e mais baixos para
o farelo. O mercado opera próximo do melhor patamar em um ano, sustentado
pela expectativa de corte na safra argentina por falta de chuvas.

No acumulado da semana, os ganhos ficaram em 1,44% na posição março.
Esta foi a terceira elevação semanal seguida. Por outro lado, os preços mais
firmes estão deteriorando a demanda pelo produto norte-americano, o que fica
evidente pelas péssimas exportações do país. As informações partem de
agências internacionais.

As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à
temporada 2017/18, com início em 1 de setembro, ficaram negativas em 109.100
toneladas na semana encerrada em 15 de fevereiro – menor nível do ano
comercial. O número foi bem abaixo da semana anterior e da média das últimas
quatro semanas.

Para a temporada 2018/19, foram mais 222.100 toneladas. Analistas esperavam
entre zero e 1,250 milhão de toneladas, somando as duas temporadas. As
informações foram divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados
Unidos (USDA).

Os contratos com vencimento em março fecharam em alta de 4,25 centavos de
dólar, ou +0,41%, cotados a US$ 10,36 1/4 por bushel. A posição maio subiu
4,25 centavos de dólar, ou +0,4%, US$ 10,47 1/2 por bushel.

Nos subprodutos, a posição março do farelo encerrou com recuo de US$
1,40 (-0,37%), sendo negociada a US$ 375,50 por tonelada. No óleo, os contratos
com vencimento em março eram cotados a 32,36 centavos de dólar por
libra-peso, alta de 0,32 centavo de dólar ou +0,99%.

Câmbio

O dólar comercial fechou a negociação em queda de 0,21%, cotado a R$
3,2400 para compra e a R$ 3,2420 para venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,2340 e a máxima de R$ 3,2540.
Na semana, o dólar acumulou alta de 0,62%.

Agenda de segunda-feira

– Banco Central (BC) divulga às 8h30 o Relatório Focus com as previsões do
mercado para a economia.

– O Tesouro divulga, às 10h, o relatório mensal da dívida pública referente
a janeiro.

– Inspeções semanais de grãos dos EUA – USDA, 13hs.

– O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC)
divulga às 15h os dados da balança comercial em fevereiro até dia 23.

Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS